O GOLPE DO MERCADO CONTRA A DEMOCRACIA E A SOBERANIA


A pressão que o mercado e boa parte da grande mídia está fazendo sobre o presidente Lula simboliza claramente uma coisa: tentativa de golpe. Se o Lula ceder, eles conseguem o que querem. Se não conseguirem, irão criar alguns momentos de terror econômico, provocando variações enormes na taxa do dólar e das bolsas. Isso evidentemente ressoa no governo, pois a intenção do mercado, nessa situação, é abalar a governabilidade.

É um terrorismo contra o Brasil. Um absurdo entender que o mercado está no direito dele. Não está. Isso é um terrorismo econômico contra a voz soberana do povo que votou em um projeto de governo e econômico. Vencido o projeto do mercado nas urnas, eles tentam impor à força, afrontando a soberania popular.

Eles querem limite de gastos a qualquer custo. Lula disse que não ia fazer isso durante a campanha, e que iria investir em saúde, educação e em programas sociais e que o Estado iria, na medida do possível, ser o indutor da economia em áreas estratégicas. Lula quer pessoas empregadas e o dinheiro circulando na economia, com mais indústrias e o Brasil fabricando mais tecnologia e produtos, e exportando mais. Foi exatamente isso o que fizeram as grandes economias da atualidade, como Japão, Coreia do Sul, Vietnã, China e os Estados Unidos, este em boa parte de sua história pré e pós segunda guerra mundial, quando se tornou a maior economia do globo. Mas não, o mercado quer a política neoliberal, onde o Estado cede seu patrimônio para o setor financeiro investir e ganhar muito dinheiro, ao custo do dinheiro público, de todos nós.

O mercado não quer que o governo planeje e movimente a economia. Isso não interessa a eles. A eles interessa algo imediato e não a médio e longo prazo. Querem ganhar com o Estado perdendo. E há gente - que não é do mercado - que apoia isso.

Se fosse Brizola, botaria o mercado no seu devido lugar, quieto! Mas Lula é conciliador. Nessa hora, no entanto, não dá para ser. O apoio popular legitima Lula. O Brasil tem o direito de crescer, e rápido, para todos, e foi nesse projeto que a maioria do povo votou!

O mercado dá um mau exemplo e segue o padrão golpista da extrema direita. Essa postura deslegitima o mercado. Eles já mandam no Banco Central e na taxa de juros, tirando esse poder de fixar a política monetária pelo representante eleito pelo povo. O Brasil precisa de mais indústrias, de mais emprego, de mais produção, de mais dinheiro circulando e de mais exportações. O investimento deve ser feito no país e não em títulos escolhidos por um grupo do poder financeriro que só pensa em seus lucros a qualquer custo, ainda que seja às custas do povo e do país.

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