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Brasil de Fato lança série documental sobre a Longa Marcha, 90 anos depois da vitória
Série percorre partes da marcha que mudou o rumo da revolução chinesa e traz vozes de especialistas e descendentes
Mauro Ramos
Zhu Zhu, diretora do Departamento de Ópera, Música e Dança do Centro Cultural do Condado de Yudu, na província de Jiangxi | Crédito: Jiang Chenxing/Brasil de FatoNas entrevistas, os entrevistados falam sobre o que é conhecido atualmente como Espírito da Longa Marcha, o legado dessa façanha para a construção do país, o que o Partido Comunista e o Exército Vermelho aprenderam sobre a China que atravessavam, e como a própria Longa Marcha foi uma parte essencial do processo de construção de ambos. Assim, a marcha foi desenvolvendo e implementando a abordagem sobre a diversidade étnica do país, e o pensamento militar e político de Mao Zedong.
Em novembro de 1931, o congresso de Ruijin aprovou a Lei Agrária, que confiscou sem indenização as terras dos latifundiários e as distribuiu aos camponeses, marcando a centralidade da questão agrária para a revolução chinesa. A redistribuição da terra ia sendo feita por onde a Longa Marcha passava, somando adeptos ao Partido e ao Exército Vermelho.
A 1ª Frente, 4ª Frente e parte da 2ª Frente se encontraram em Huining em 9 de outubro de 1936 e, em 22 de outubro, as lideranças e as principais forças da 1ª e 2ª frentes se encontraram em Jiangtaibao (hoje Ningxia), marcando o fim oficial da Longa Marcha.
A série estreia neste mês no canal do Brasil de Fato no YouTube.
Editado por: Rafaella Coury
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