A IDA DE MICHELLE BOLSONARO AO REPUBLICANOS PODE MUDAR ALGO NA LIDERANÇA DA EXTREMA DIREITA?


O jornal O Globo anunciou que Michelle Bolsonaro estaria articulando sua ida ao Partido Republicanos, abandonando o PL - Partido Liberal.

O problema é que a extrema direita, hoje, com a fuga desesperada de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, está acéfala, sem comando claro. Uma das questões que surge, portanto, é se a ida de Michelle ao Republicanos lhe daria maior poder, a ponto de torná-la líder desse espectro político ao qual pertence. Me parece que não, já que o próprio presidente do seu partido, hoje, o PL, é um árduo e declarado defensor do protagonismo da ex-primeira dama. A eventual ida de Michelle ao Republicanos poderia ser uma tentativa de Jair Bolsonaro - via sua esposa - de ofuscar o brilho de Tarcísio de Freitas, governador do Estado de São Paulo e filiado ao Republicanos.

Ainda é muito cedo para dizer quem liderará a direita extremada e o que Michelle fará. O certo, segundo entendo, é que a extrema direita está no início de um enfraquecimento em todo o continente americano, o que poderá ensejar o fortalecimento de algum (ou alguns) político(s) da direita democrática, como Kassab, Renan Santos, dentre tantos.

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