Se é verdade que a Ucrânia depende do fornecimento de armas pelos europeus e pelos Estados Unidos, também é verdade que, hoje, Zelensky é a maior barreira ao sucesso de Donald Trump nas eleições de meio de mandato. Explico.
A Ucrânia teve muitas baixas. Informações falam em mais de 1 milhão pelo lado ucraniano. Além disso, a infra-estrutura está quase totalmente destruída. A Ucrânia enfrenta dificuldades, mas resiste. E resiste graças ao apoio europeu e dos Estados Unidos.
Mas esse mesmo Estados Unidos querem comprar diesel da Rússia, o arquiinimigo de Zelensky, e passaram a exigir desse que não atingisse as refinarias russas.
Zelensky fingiu atender ao comando, mas continua a mirar a produção de gasolina, gás e diesel russos. Mas se ele depende dos Estados Unidos, porque estaria fazendo isso?
Se, por um lado, Trump acusa que a guerra na Ucrânia é de responsabilidade do democrata Biden, por outro, envia armamentos ao país europeu. Por outro, cobra dívida e exige garantias com as terras raras ucranianas. Ele exerce pressão sufocante sobre Zelensky, em quem diz não confiar. E não deve, mesmo. E ainda tenta ditar o que a Ucrânia pode e não pode fazer.
Diante dessa realidade, Zelensky sabe que Trump não é confiável e que pode vender a Ucrânia para a Rússia e tenta usar o ataque às refinarias russas para prejudicar o atual presidente estadunidense, que precisa do diesel russo para conter os preços nos Estados Unidos.
Com diesel mais caro, há um motivo a mais para Trump perder a eleição de meio de mandato e os democratas, aliados mais fiéis de Zelensky, se sagrarem vencedores. Isso é importante para Zelensky, pois veria os tradicionais aliados terem mais poder nos Estados Unidos.
Assim, o enfraquecimento de Trump é um dos objetivos não declarados na guerra da Ucrânia, hoje. Trump está nas mãos de Zelensky.

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