Nesse período, o Brasil saia do nacional desenvolvimentismo que a China veio copiar, e aderiu, com Collor, ao neoliberalismo, sem freios. O resultado? Fechamento de empresas, desemprego, venda de empresas estratégicas, aumento de importação de bens industrializados e, por outro lado, aumento da venda de produtos agrícolas e carne.
Antes, o experimento foi na ditadura chilena de Pinochet, com menos Estado social e mais Estado repressivo. O Estado foi ficando cada vez menor e com menos políticas sociais. O Chile era uma promessa. Era...
Os Estados Unidos e Inglaterra se desindustrializaram, cresceram suas elites financeiras e aumentou o desemprego.
Pouco tempo depois, neoliberalismo viria a criar a terceirização, a quarteirização e os subempregos, com a chamada uberização.
A consequência direta do neoliberalismo é a incapacidade das Nações de se organizarem estrategicamente e de se rearmarem com facilidade. Vemos isso ocorrer com a Europa na guerra com a Ucrânia, e com os Estados Unidos na guerra contra a Ucrânia e o Irã.
Por outro lado, nações que adotaram o nacional desenvolvimentismo, como Rússia, Irã e China, tem maior capacidade de produção e inovação na área bélica.
Feita essa introdução, percebe-se que a curto, médio e, principalmente, a longo prazo, o neoliberalismo não é um bom negócio, ao menos para as Nações. Talvez o seja para o pequeno grupo de financistas, e apenas eles.
Essa introdução foi necessária porque a moda da privatização decorre da adoção da política econômica neoliberal, onde privatizar é negra.
Sim, é fato que o Estado arrecada dinheiro com as vendas ou parcerias. Mas, por outro lado, é possível que a venda não corresponda ao valor real, que os serviços não sejam feitos de acordo com os interesses nacionais, que haja desemprego e diminuição da importante especialização, e que o Estado seja incapaz de reordenar eficazmente a economia em momentos graves, como em uma pandemia ou em estado de guerra. Vimos de perto, na pandemia, a crise assolar nossa economia com um governo neoliberal. Alem disso, pode haver corrupção nas privatizações, como a oposição argumentava sobre a privataria tucana nos anos 1990.
Porém em uma dada situação, pode ser importante a privatização, a ser analisada no caso concreto. O que não pode ocorrer é que ela vire a regra sem análise efetiva da conveniência, oportunidade e economicidade, além da sua própria função social disposta na Constituição.
Por outro lado, a privatização é quase sempre um bom negócio, sim, mas para quem investe, para quem compra. Os ativos do Estado são atrativos nacional e internacionalmente que se valorizam rapidamente.
Assim, toda e qualquer pretensão de privatização tem que ser analisada tecnicamente e justificada, além de ser fiscalizada pelos órgãos competentes.
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