PEABIRU, CAMINHO REAL, CAMINHO INCA OU QHAPAQ ÑAN TEM CERCA DE 4 MIL ANOS

Há um tema que está eclodindo aos poucos nas mídias sociais, o caminho de Peabiru.

Afinal, o que é o caminho de Peabiru?

Há diversas traduções possíveis. Uma das mais aceitas viria do guarani “peabevú”, que significa grama pisada. Em quichua, chamam o caminho de Qhapaq Ñan, denominação conhecida internacionalmente e que significa caminho real ou das riquezas. Há muitos ainda que chamam de caminho inca.

Não se trata de um único caminho, mas de uma verdadeira rede de estradas de 1,4 metros de largura e 30 centímetros de profundidade, coberto de grama, e na parte andina feito de pedra, que ligava nações indígenas no que hoje é o Equador, Peru, Chile, Bolívia, Argentina, Paraguai e Brasil. Historiadores dizem que o caminho teve início dois mil anos antes de Cristo, antes mesmo do surgimento dos Incas.

Pelo o que hoje se sabe, um dos caminhos sai da capital paulista até São Vicente (e com ramificações em Cananeia e Florianópolis) e continua às margens dos rios Paraná e Paraguai até Santa Cruz de La Sierra e cruza os Andes, chegando em Titicaca, e de lá vai a Cusco e tem ramificações para o litoral peruano e para o norte, até chegar ao Equador.

O caminho mescla a Espiritualidade dos povos originários, em especial dos Guaranis, com o comércio realizado ao longo do caminho muito antes da chegada dos europeus. Peças de ouro e prata, milho e amendoim já transitavam entre os Andes e a costa atlântica muito antes da colonização.

Embora alguns autores brasileiros não citem o norte da Argentina como integrante da rota, pesquisadores de países vizinhos incluem a Argentina na rota. Além disso, há diversos caminhos de pedra na região, que conectam com o Chile e Bolívia, que estão próximos, e há relatos populares de que alguns séculos atrás, indígenas locais teriam sido escravizados por brasileiros (bandeirantes paulistas), que teriam chegado utilizando grande parte do caminho de Peabiru.

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