A extrema direita canta vitória e
muitos ditos videntes alardeiam que Bolsonaro ganhará. Não sei. Prefiro não
opinar, pois isso seria prognóstico e não análise.
O que sei é que o que está
acontecendo na América Latina tem muita culpa do Brasil, pois o país teria que
liderar o continente sul-americano, considerando-se sua área continental, sua
população, suas riquezas naturais e o porte de sua economia. Mas, não. O Brasil
prefere virar as costas para os seus irmãos latinos. Foi assim desde a colonização portuguesa.
Como potência regional, o Brasil
tinha obrigação de liderar a região.
O Brasil raras vezes se integrou-se com os países irmãos. Os mais próximos são Uruguai, Argentina e Paraguai, mas
devido ao bloco Mercosul, idealizado por André Franco Montoro. Outro que tentou certa aproximação foi José Dirceu, enquanto deputado federal e posteriormente como Ministro Chefe da Casa Civil do Primeiro Governo Lula.
Dessa forma, face à inércia brasileira, os Estados Unidos,
potência global, rapidamente exerceram sua influência e conseguiu que a América do
Sul, inteira, com exceção ao Uruguai, Brasil e Guiana Francesa, se alinhassem à
ideologia do poder estadunidense. Com isso, o Brasil se enfraqueceu
regionalmente.
O país precisa, urgentemente,
passar a ter outra visão e ação no continente, com sua influência, seu soft
power e sua responsabilidade de potência regional. Agir sem viés imperialista,
mas com o exercício de influência devido ao seu tamanho, sua economia e seu
poder regional.
O Brasil é muito maior do que a
direita quer que acreditemos. Com ela seremos apenas mais um país sem
relevância. Somos regionalmente significantes, e precisamos exercer toda essa
potencialidade, para evitar esse caos que hoje nos rodeia.
O Brasil é dos brasileiros! E para
isso precisamos ter consciência histórica, econômica e social.
O Brasil não cabe no quintal de
ninguém, como inclusive deu título a um livro o economista, professor e
nacionalista de enorme grandeza Paulo Nogueira Batista Jr.!

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