O CAOS, AS REVELAÇÕES E A VERDADE!

Tenho uma enorme necessidade de meditar e centrar-me em algo maior, mas não tenho conseguido. E julgo haver uma razão para isso.

O mundo está caótico, entrando numa fase de caos, que trará muitas dores e mortes. Acho que isso é perceptível por todos.

A extrema direita intolerante e raivosa está crescendo em todo o mundo ocidental, devido aos reflexos do neoliberalismo, que são a desindustrialização, a diminuição da classe média e concentração da riqueza nas mãos de cada vez menos pessoas ou grupos.

O ocidente, desde os primórdios, vide os gregos e os romanos, sempre valorizou o aparentar, a perfeição da beleza e da força e o ter. No chamado oriente, não. Buscou-se a interação com o Superior, o Equilíbrio e a Razão. Daí advém as diferenças, ainda que haja uma globalização poderia, em tese, inundar o oriente de materialismo e o ocidente da profundidade do Ser.

Sob a ótica econômica, na Ásia há um crescimento quase generalizado. Vide Coreia do Sul, Vietnã, Indonésia e tantos outros países, além da enorme China. Lá se buscam, em grande parte, acordos comerciais e investimentos em infraestrutura.

No ocidente há sanções, bloqueios, invasões e guerras para a apropriação de riquezas estratégicas. 

O problema é o ocidente, e não a Ásia e África. Estes últimos são intrinsicamente mais Espiritualistas. No chamado ocidente a religião tornou-se um revestimento, mais que essência.

Quando se é essência, a Espiritualidade torna-se reflexão, amadurecimento e crença incondicional. No ocidente há a necessidade do ganho, da prosperidade, da eleição como indivíduo ou povo, do merecimento. No outro canto, ao contrário, persistem a resignação, o acolhimento e o agradecimento.

O problema é o ocidente, principalmente de ordem econômica, com fortes reflexos sociais e até na Espiritualidade. A estrutura está se fragmentando.

E sob ruína, o grande império militar, que é os Estados Unidos, desesperam-se, aplicam sanções, bloqueios, ameaças e iniciam guerras, e o Brasil é o alvo principal.

O Brasil é o alvo principal porque está no ocidente. Está no continente americano. É a maior economia da América Latina. Possui o maior mercado consumidor da América Latina. Possui a maior população da região e é o 5º maior país do globo em extensão territorial, além de se situar em uma região estratégica, defronte à África. Além disso, possui uma base educacional voltada ao desenvolvimento de tecnologia, como o são as várias universidades públicas e os institutos de saúde pública, que nos propiciam uma grande capacidade de desenvolver tecnologias em tempo reduzido. Tudo isso perturba o império ainda reinante, mas decadente (Estados Unidos), que promove, através de um massivo movimento de extrema direita interno, a destruição de nossos institutos de pesquisa, de nossas Universidades, de nossas indústrias de ponta e até de nossa estrutura política, pretendendo nos sedimentar em uma posição de meros exportadores de minério bruto e de alimentos, com uma grande população a ser escravizada sob uma roupagem falsamente colorida, como soa a denominação "empreendedorismo".

E há uma necessidade de luta de esclarecimento sobre essa situação. O Brasil é grande demais para implodir e voltar a ser uma colônia de exploração. O Brasil tem um futuro bonito demais para permitir que sirva a um império decadente que está levando o caos a todos os cantos do planeta. Não podemos permitir isso. Também não podemos permitir que semeiem a miséria à nossa população.

Por tudo isso abri mão da minha necessidade de retirar-me e de aprofundar-me. O momento que o Brasil e o mundo atravessam é crítico. Estão em luta o bem e o mal, sim, em um momento de revelação individual e coletiva. 

O bem é o equilíbrio, a razão, a Espiritualidade profunda, a resignação, a compreensão e o amor incondicional. O mal, ao contrário, é tudo o que temos visto ser propagado, como as guerras, as sanções, os extermínios de grupos e de povos, os genocídios, a desconsideração pela condição de vulnerabilidade das pessoas, as fofocas, as deturpações, as mentiras, o desacreditar das instituições (não falo em ser crítico, mas em desacreditar) e o apego não às ideias, mas a mitos e fantasias. É o agravamento do que foi o nazismo, da eugenia britânica e estadunidense implementada pelos nazistas, da crueldade extremada implementada nas guerras travadas pelos estadunidenses (vide as duas bombas atômicas que mataram centenas de milhares de pessoas no Japão, os agentes laranja, as bombas napalm, os centros de torturas, a matança de civis, a destruição de infra-estrutura civil, o treinamento, a formação e o armamento de grupos terroristas, o incentivo aos golpes...).

A revelação individual e coletiva advém do momento único que vive a humanidade, com avanço tecnológico de interação, mas que se usa para a autopromoção. Daí a revelação individual.

A revelação coletiva advém do momento histórico, onde há um embate entre o estágio avançado da civilização, com os direitos individuais, coletivos e humanos, e o ódio à humanidade, ao coletivo e também à própria liberdade de ser. A revelação também é coletiva.

A revelação ocorre também no campo da Espiritualidade. Há os que se resignam, são autocríticos e olham e agem com ternura, buscando o equilíbrio quase taoísta, independentemente de ser ateu ou adotar alguma fé ou filosofia de vida. Mas há também os que só veem a si, que supervalorizam os desejos materiais egoísticos e a fome não de aprendizado, mas de riqueza material, potencializando o id e o impulso do ego, sem qualquer filtro moral ou realmente Espiritual, e refletem isso nas religiões que criam ou que adotam.

Nesse momento de dor coletiva há também a revelação de quem realmente somos. E há a necessidade de ação de todos os que veem e sentem esse perigo, não só para evitar o mal da dor e da morte coletiva, mas para ajudar na escala da evolução da humanidade ou talvez até da própria existência desta.

Tudo, nesse instante, revela quem realmente somos!

Somente após a revelação individual e coletiva advirá a verdade que buscamos como seres Espiritualizados! E talvez a bíblia decifre isso com outros nomes, mas com o mesmo significado.

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