O BRASIL NÃO PODE TER MEDO DE SER GRANDE E OCUPAR O SEU ESPAÇO



Passadas as eleições, e aproveitando-se da onda "Brasil" e do "L" que o mundo democrático adotou, precisamos urgentemente retomar nossa condição de líder sul americano e, com toda a diplomacia, passar a liderar o continente. Afinal, somos uma potência regional que não aproveita o poder que tem e que não olha para os seus vizinhos como deveria. Digo e repito que foi esse vácuo que permitiu que os Estados Unidos fizessem proliferar a extrema direita por todo o continente.

Fazer o dever de casa não é tarefa fácil, ainda mais com um Estados Unidos que volta-se ao continente latino-americano impiedosamente, através da nova versão da doutrina "Monroe", de 1823, agora renomada para "Donroe", lutando para que possa se apossar das riquezas do continente, como já o faz na Venezuela.

Mesmo com todo o empenho, ações da CIA, dinheiro enviado para manipulação, articulações, suporte estadunidense e israelense, sanções e aumento de tarifas, o povo saiu às ruas e foi às urnas, jovens e idosos, causando comoção em todo o globo, pois não era esperada essa virada histórica e heroica nas urnas do candidato Lula.

Foi uma vitória das idosas e dos idosos, das jovens e dos jovens, de todos que sonham com um mundo mais terno e com um Brasil mais justo e soberano. Mas não podemos nos acomodar nem por um segundo nesse momento de luta constante. Já devemos olhar para o continente e tentar uma aproximação com os nossos vizinhos, independentemente da ideologia de seus líderes.

Devemos nos aproximar para que possamos diminuir, de certo modo, a influência que os Estados Unidos já exercem com todo o peso de um império. Império, mas em decadência, por isso mais belicoso e perigoso.

Ao mesmo tempo, o Brasil deve priorizar nos primeiros anos do mandato do presidente Lula uma reorganização de nossas Forças Armadas, para que priorizemos investiment massivo em tecnologia para a produção aqui de mísseis e de drones os mais diversos, e em amplíssima quantidade, para a defesa territorial, armas mais baratas e mais eficazes nesse novo mundo tecnológico que vivemos.

Também devemos, com urgência, colocar nos mares nosso submarino a propulsão nuclear antes do prazo agora previsto (2038), colocar satélites civis e militares no espaço, criar nosso sistema de orientação e guiagem por satélite, um sistema de comunicações totalmente brasileiro e também, embora pareça pouco importante, redes sociais brasileiras, sem algoritmos ou com algoritmos abertos e sem manipulação das empresas de tecnologia.

E, o mais importante, transformar parte de Fernando de Noronha em uma base aeronaval com forças regionais (de preferência da América Latina e África ocidental e também dos países integrantes dos BRICS) para a defesa e vigilância do Atlântico Sul, sob a liderança permanente e irrevogável do Brasil. Lá deverão permanecer mísseis de longo alcance, alguns caças, drones aéreos de longo alcance, drones aquáticos de alta tecnologia e alguns barcos de grande porte e velozes, com barcos militares de nossos parceiros ajudando na vigilância para que o Atlântico Sul não seja fechado por nenhum país agressor, garatindo assim o livre comércio na região e principalmente para o Brasil, por onde transita mais de 90% de toda a nossa exportação e importação. Lembremo-nos de que Fernando de Noronha foi uma base militar importante e estratégica para causar a derrota dos nazistas durante a segunda guerra mundial.

O Brasil não pode ter medo de ocupar o seu espaço. Se houver vácuo, outros países o farão, como fizeram os Estados Unidos ao cooptarem os governos da região.

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