MANIFESTAÇÕES SE PROLIFERAM PELA EUROPA. SINAIS DO INÍCIO DE UMA LONGA CRISE

      imagem: Agência Brasil

Engana-se quem pensa que as manifestações ocorrem apenas na França. Nesta, os estudantes lideram e, junto com trabalhadores, reclamam principalmente contra o custo de vista e os cortes havidos na educação pública. Houve confrontos com a polícia, que agiu com violência

Na Bélgica os estudantes também protestam contra a crise na educação.

Na até então poderosa Alemanha, manifestantes reclamam contra medidas econômicas e cortes sociais.

Na Itália as manifestações ocorrem por diversas cidades, também contra os cortes na educação e o custo de vida.

Na Espanha os manifestantes pedem eleições antecipadas.

Em Portugal milhares de manifestantes protestaram em Lisboa contra o custo de vida e a crise na habitação.

Na Grécia há protestos contra medidas econômicas e crise no serviço público.

Na Albânia os manifestantes reclamam dos custos da educação e da corrupção no governo.

Na Áustria, os protestos são contra o custo de vida e por reivindicações de trabalhadores.

Na Irlanda as manifestações são contra o alto índice inflacionário e custos com habitação.

Isso é consequência da participação da Europa na guerra da Ucrânia contra a Rússia e os altos custos envolvidos na manutenção deste conflito desde fevereiro e 2022. Além disso, a Europa enfrenta uma grave crise energética, já que o gás russo, que era abundante e barato, deixou de ser comprado pelos europeus, implicando em aumento nos custos para as indústrias e o povo em geral. Não bastasse isso, Donald Trump exigiu a elevação dos gastos dos membros da OTAN com a área militar de 2% para 5% do PIB, o que fatalmente acarretará cortes de despesas em outras áreas, em especial nos programas sociais.

Daí o início da grave crise que parece que irá assolar a Europa por longos anos, se nada mudar em relação à Rússia e aos gastos envolvidos na manutenção da guerra.

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