GAZA E BRASIL, OS LOCAIS ESCOLHIDOS PARA EXPERIMENTOS DOS DONOS DO GRANDE CAPITAL MUNDIAL

Não tenho medo nenhum em afirmar que a pequenina Gaza e o gigantesco Brasil são os locais escolhidos pelos donos do dinheiro mundial para os novos experimentos da última e desesperada etapa do capitalismo, que enfrenta a franca decadência.

Gaza se tornou uma terra destruída, sem casas, escolas, hospitais, Igrejas e Mesquitas, mas recheada de escombros e cadáveres soterrados. Os sobreviventes são herois para grande parte da população mundial, mas são apenas seres invisíveis para a grande mídia ocidental, conduzida pelos ditames do governo de plantão em Washington D.C..

Gaza é o exemplo de terra sem Estado, sem condução política, onde gangues fomentadas pelo Mossad digladiam dia a dia com o que restou das forças de resistência à ocupação israelense. A população miserável, e a terra destinada não ao povo, mas a bilionários estrangeiros que pretendem montar resorts de luxo e explorar o petróleo e gás de seu minúsculo litoral. A população local é apagada, no mais claro e contínuo genocídio já visto pela humanidade.

No Brasil a situação é um pouco diferente, mas assemelhada. O enorme Brasil tem uma população majoritariamente pobre e de classe média baixa, mas em um território repleto de água doce, de minérios, de terras raras, de petróleo, dos super energéticos urânio e tório, de gado para pecuária e de vasta agricultura. É o paraíso para os ricos que já destruíram grande parte do mundo e que anseiam pela água, energia e comida aqui ainda disponíveis em abundância. 

Diferentemente de Gaza, o Brasil é um país independente e relativamente soberano. Digo relativamente soberano porque grande parte da elite brasileira é vinculada umbilicalmente aos Estado Unidos, e não sabe diferenciar os interesses dos Estados Unidos dos interesses brasileiros, entendendo que aqueles são prioritários em relação a estes últimos. Daí a votação de um político aberta e despudoramente entreguista que nem Flávio Bolsonaro ter ido ao segundo turno nas eleições brasileiras, em detrimento dos anseios da população e do próprio Brasil.

A elite mundial, representada por parte dos donos das Big Techs, anseiam em possuir o Brasil e as riquezas aqui encontradas. Aqui há energia e água abundantes, como em nenhum outro lugar do mundo, propício para a instalação dos enormes data centers, que consomem muita água e energia. Aqui também é ambicionado por empresários, incluindo Donald Trump, israelenses e árabes do golfo pérsico, que desejam explorar nossas fontes de energia e praias (e o risco da privatização, e a exclusão da população ao seu acesso, é algo muito sério) para instalação de grandes resorts e deslumbrantes cassinos.

Mas não para aí. Outros grupos de empresários, também liderados pelo Donald Trump e seu vice-presidente, J. D. Vance, anseiam pela exploração de petróleo, minério e terras raras brasileiros.

Se você pensa que parou aí, se enganou. Outra parte dos industriais e empresários estadunidenses veem o Brasil com densa população como um potencial mercado consumidor, daí a necessidade que veem em sua atração para o dito eixo ocidental e a exclusão dos BRICS, já admitida pelo candidato entreguista Flávio Bolsonaro.

E ainda há a questão estratégica do seu posicionamento no Atlântico Sul, considerado vital pelos Estados Unidos para afastar as pretensões da China em relação ao continente americano e à África ocidental. E, muito embora os Estados Unidos possuam o controle de outras ilhas na região, inclusive de maior porte, Fernando de Noronha pode ser um dos alvos em breve espaço de tempo, por significar o controle efetivo do Atlântico em relação à costa do Brasil e à proximidadade das grandes cidades brasileiras, favorecendo um controle efetivo do país pelas forças estadunidenses.

Diante de tudo isso você deve estar se perguntando qual a relação de Gaza com o Brasil. Continuo a explicar abaixo.

O grande capital mundial não precisa nem deseja mais os grandes Estados-Nações, mas Estados com um governo enfraquecido, que atue mais pela repressão. E nisso o Brasil é um grande e inovador experimento, ao lado do que se iniciou fortemente na minúscula Gaza e na Argentina de forma um tanto mais branda. Daí não ser coincidência termos um legislativo majoritariamente desprovido de pessoas com conhecimento de direito público, das questões históricas e sociais do povo brasileiro, amplamente favorecidos por manipulação dos algoritmos e ações descaradas das Big Techs. Temos um legislativo que se preocupa em desestruturar o país e não construí-lo ou preservá-lo em prol do povo. Os governos que os Estados Unidos pretendem para o Brasil são do estilo fantoche, que agem sob subordinação e com grande violência e repressão contra o seu povo e as forças de resistência, permitindo que os Estados Unidos extraiam de nossa terra tudo o que pretenderem.

É o retorno a uma subordinação ao estilo colonial, sem um Estado Nacional que proteja os interesses do povo e do próprio país. É isso o que Flávio Bolsonaro representa e é por isso que os Estados Unidos jogam pesado na interferência do processo eleitoral brasileiro e na eleição do fantoche ao estilo boneco de vento do posto de gasolina, com o qual a dança de Flávio Bolsonaro tanto se assemelha.

Como os grandes detentores do capital mundial, hoje, não se preocupam mais com as questões nacionais, eles podem migrar dos Estados Unidos para o Brasil se e quando pretenderem.

E para quem não entendeu, América Primeiro ou América Grande de Novo é mera propaganda para a massa estadunidense (e até, como se pode espantar, brasileira), assim como o lema de Brasil acima de tudo e Deus acima de todos (do Bolsonarismo). O que interessa a essa extrema direita oportunista não é a fantasia de valores tradicionais, já que não são conservadores (vide as denúncias de participação de Trump das festas de Epstein e de Flavio Bolsonaro em orgias), mas oportunistas, como afirma com extrema precisão o General brasileiro conservador e de direita Carlos Alberto dos Santos Cruz.

O Brasil é, assim, o experimento aprimorado - dos detentores do poder na última etapa do capitalismo - do que se iniciou em Gaza. E as eleições brasileiras são um divisor de águas. Ou aderimos ao colonialismo e à escravidão moderna proposto pelo grande capital internacional, ou continuamos a resistir e a lutar pela nossa soberania, para que as riquezas sejam utilizadas em benefício do povo brasileiro e de mais ninguém.

EVIDÊNCIAS:

Peter Thiel é dono da Palantir, uma das maiores empresas de inteligência artificial do mundo, atuante fortemente nas áreas de segurança, de defesa e de educação. Peter Thiel hoje reside na Argentina. Consuelo Remmert, executiva da empresa, já disse que o Brasil possui estrutura única no mundo, já que 80% de sua eletricidade advém de fontes renováveis (e não o petróleo ou carvão). Peter Thiel tem investido na exploração de reservas petrolíferas na Patagônia argentina e pretende instalar data centers de olho na água e energia elétrica paraguaias. Pouco foi noticiado, mas recentemente Peter Thiel esteve no Brasil conversando com grande empresários brasileiros. O excêntrico Peter Thiel tem planos de criar data centers flutuantes no oceano, que utilizariam a energia das ondas e o resfriamento propiciado pela água do mar. A revista Carta Capital já apontou que o Brasil é visto como fornecedor de território, dados, água e energia abundante e barata.

- https://aepet.org.br/noticia/exclusivo-eua-articulam-acesso-estrategico-a-fernando-de-noronha-e-natal-sob-alegacao-de-direito-historico-e-investimento-belico/

- https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/posicao-de-subalterno-diz-general-sobre-foto-de-flavio-e-trump/

- https://diplomatique.org.br/debaixo-dos-escombros-de-gaza/

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