Os Estados Unidos vêm aumentando a pressão. Começaram com o tarifaço e a aplicação da lei Magnitsky a autoridades do Judiciário e do Executivo brasileiros. Depois aumentou o tarifaço. Em seguida decretou o PCC e o CV como organizações terroristas, sem o aval e anuência do Brasil. Depois criou o Escudo das Américas, com todos os governos de extrema direita da América do Sul, além de Guiana e Suriname para tratar do combate ao tráfico de drogas. Em seguida pousou o avião que sequestrou Maduro em território brasileiro e, com avião-tanque e aviões F-16 da Argentina, sobrevoou a indústria da Embraer na região do Vale do Paraíba e ainda participou de treinamento na selva com outros países na floresta Amazônica não brasileira.
Não bastasse essa sequência, hoje os Estados Unidos determinaram o fechamento da embaixada e consulados aqui no Brasil, sendo seguido pela Austrália. Reino Unido, Irlanda e Alemanha alertaram sobre o risco à segurança. Segundo as autoridades estadunidenses disseram, tratava-se de ameaça sofrida.
Todas essas ações visavam analisar a reação do governo. E esse deu um show, ao estilo oriental, calmo, reflexivo e sem nenhuma ação repentina ou figatil. Se Marco Rubio quis ver algum sinal de medo, deu com os burros n' água. Se quis alguma reação não pensada, também se deu mal. A nossa diplomacia foi excepcional e já havia adotado a cautela de alertar países aliados do relatório do nosso sistema de inteligência avaliando a real tentativa de os Estados Unidos desestabilizarem o país, a fim de interferir no resultado eleitoral.
Mas qual será o próximo passo dos Estados Unidos? Impossível afirmar, mas é possível supor.
É possível que o fechamento sirva de pretexto para não reconhecer o resultado do pleito.
Mas também é possível que o fechamento tenha ocorrido com medo de alguma reação da população em relação a alguma atitude dos Estados Unidos ainda desconhecida ou que está para ser praticada muio em breve.
Os órgãos e setores de inteligência estão em alerta máximo. Nossas fronteiras têm que ser reforçadas, se já não o foram, principalmente ao norte e sul do país (próximo da Venezuela, Colômbia e Argentina, considerando-se o radicalismo e agressividade verbal, e possibilidade de ações impulsivas dos líderes colombiano e argentino.
Caso os Estados Unidos resolvam pagar para ver e adotem alguma medida direta de interferência no Brasil, seja através de ataque de bandeira falsa ou por ação agressiva frontal, as relações entre os dois países jamais voltará a ser pacífica e harmoniosa e servirá para ver os EUA como o único inimigo. Os dois países têm tamanhos semelhantes e, embora os Estados Unidos sejam uma grande potência econômica e militar, a maior do planeta, o Brasil tem recursos minerais e naturais, como a água doce, essenciais para o planeta e cobiçadíssimos pelos Estados Unidos.
Um passo em falso e os Estados Unidos, ao invés de agregarem o Brasil, poderão afastá-lo de vez em direção à Rússia e China. A depender da inteligência de um orelhudo obtuso e de um megalomaníaco narcisista, leia-se Marco Rubio e Donald Trump.
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