DO PONTO

Vendo o resultado das eleições, ponho um ponto à minha história. Um ponto para reflexão e surgimento de um novo momento, de um novo parágrafo.

Não é um ponto final. É simplesmente um ponto que serve para parar, mas não estancar de vez. É um ponto que pode virar dois pontos, para passar a destacar algo, ou se transformar em três pontos, reticências, para indicar que há continuidade, que a coisa não acaba. 

O ponto desponta, não mais para apontar, mas para importar-se com o que ocorre ao redor, a ponto de transmutar-se em reticências, ponto de exclamação ou ponto de interrogação ou até no exótico ponto e vírgula.

Após o amadurecimento, os pontinhos podem juntar-se para se tornar um ponto final, que põe fim, de fato, à história que despontava.

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