Imaginei que as pessoas às direita e à esquerda já estivessem cansadas dessa radicalização, mas acho que me enganei. Não tenho dúvida de que a polarização cega e, mesmo com sucessivos escândalos, os dois primeiros colocados somam, cada um, cerca de 40% de intenção de votos já no primeiro turno.
Há algo de errado, não necessariamente com os candidatos, mas com a população, que deveria filtrar as informações.
Não há um candidato de centro, propriamente dito. E parece que os eleitores já querem decidir a eleição no primeiro turno, não votando em quem acreditam, mas contra um dado candidato.
No caso, temos na liderança das pesquisas eleitorais um candidato de centro esquerda contra um de extrema direita.
Muitos não percebem os perigos do retorno da extrema direita ao poder nas mãos de um candidato com o perfil de Flávio Bolsonaro. Ele é ligado umbilicalmente ao crime organizado das milícias cariocas e há a suspeita de muito mais, como os escândalos diários e frequentes apontam.
Não se trata de questão de moralismo, mas de ética na política. Ela não pode ser abandonada.
Ele é adepto da política econômica de Milei, que já causou um aumento escandaloso da fome e da miséria na Argentina em tão pouco tempo ,com concentração de riquezas nas mãos de muitos poucos.
Se a extrema direita retornar ao poder, não tenho qualquer dúvida de que teremos um Estado fragilizado, os crimes financeiros e de roubos a empresas e bancos se reiterando e o tráfico de drogas, de armas, de órgãos e de pessoas, em especial de mulheres, se alastrando. São grandes organizações criminosas se infiltrando nos Poderes brasileiros! Atenção, Brasil!
Mas a escolhas, qualquer delas, deve ser aceita, mas seus ônus virão mais rápido do que os eleitores jamais imaginariam.
Comentários