A ERA DA INFORMAÇÃO SE TRANSFORMOU NA ERA DA MEDIOCRIDADE


Está na moda ser empreendedor, seja lá o que isso venha a significar no entendimento popular.

Tem gente que trabalha o dia inteiro pedalando, sob sol e chuva, para entregar comida para os outros, e se diz empreendedor. 

A Prefeitura diz que promove o empreendedorismo até para as pessoas em situação de rua. Como assim?

Tem gente que prefere ser empreendedor a "clt". Agora virou moda chamar de "clt" aquele que trabalha registrado, que é tratado como se fosse inferior. Como assim, se tem direitos garantidos ao contrário dos ditos "empreendedores"?

Na verdade, esses empreendedores são os trabalhadores sem direito algum, sem previdência e sem dignidade.

O registro na carteira de trabalho foi uma conquista, uma garantia oriunda de um período de grandes greves e de países comunistas que garantiam enormes garantias aos seus cidadãos e que os países ocidentais copiavam o mínimo para evitar greves, distúrbios e perda de poder. Direitos trabalhistas foram assegurados a quem trabalha sob vínculo, mas as grandes empresas de tecnologia hoje dizem que não criam vínculos. Elas definem valores, percurso a quem para elas trabalha e não têm hierarquia e não vinculam esses? Como assim?

Pensam que somos burros? Bem...

Vivemos a Era da mediocridade, da desfaçatez, da ignorância extrema e da valorização da aparência acima de tudo.

Você sorri para demonstrar uma vida feliz. Você ostenta o que não tem, como ensina Pablo Marçal, para parecer rico. Você trabalha e é mal remunerado, mas ostenta ser empresário através do dito "empreeendedorismo" que a mídia, o mercado, as empresas de tecnologia e alguns políticos incutem na população. Você vê um filme de ficção, com roteiro livre, e julga saber a história real, você ouve um musical e pensa entender de filosofia, e ler que é bom, nada. Vive-se do vazio da aparência, do vazio do pensar saber, do vazio da política dos políticos fascistas. As pessoas se informam pelo whatsapp e se convencem de votar em políticos não pelo projeto, que a maioria não tem, mas pelo discurso de ódio. Pratica-se meditação não pela Espiritualidade e bem-estar que ela propicia, mas para trabalhar mais, como modismo moderno.

Grande parte das pessoas hoje odeiam direitos, odeiam política, odeiam democracia, odeiam livros, odeiam universidades, odeiam mulheres, odeiam o diferente, odeiam o ser humano e odeiam até os ensinamentos de Jesus Cristo. Criam em suas cabeças outro mundo e até outro Jesus.

A Era que seria do conhecimento, pela amplitude de informações que nos é proporcionado, se transforma em Era da superficialidade, da aparência e da ignorância.

O ser humano é incapaz de tirar proveito do que existe para se aprofundar na existência e se tornar melhor, optando pelo vazio da aparência, do consumo e da superficialidade. Vivemos na triste Era da mediocridade.

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