Terminei de revisar, nesse instante, um dos textos mais contundentes que escrevi sobre a realidade brasileira, e que por coincidência diz respeito ao 7 de Setembro, data de nossa "independência" e início de nossa soberania.
Ele poderia ser mais completo e mais longo, mas havia limite de páginas, e foi condensado. Nada impede que posteriormente o transforme em um texto mais amplo ou até mesmo, se for o caso, em um livro, e até o divulgue aqui, dividido em partes, neste meu recanto.
O texto foi o resultado de um trabalho de conclusão para um curso maravilhoso que fiz, com professores brasileiros, sul americanos, italianos e estadunidenses, que me permitiram redescobrir o Direito sob um viés mais crítico e social e que me fizeram compreender as mazelas jurídicas e políticas que afetam de forma perigosa e imediata o país.
Concluo que a soberania sempre restará frágil enquanto o povo não participar ativamente do ato de nossa efetiva independência. Não basta a intelectualidade e a burguesia reivindicarem a independência e formularem um Estado que lhes agrade e para o qual fazem concessões. O povo das fábricas, dos serviços, das ruas têm que participar. Eles são as primeiras vítimas da fragilidade da soberania figurativa, mas podem se tornar os guardiões efetivos e verdadeiros da soberania real.
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