TEMPO: INSURGÊNCIA, A ARMA ESPERADA POR TRUMP CONTRA O IRÃ; FRAGILIZAÇÃO DO PETRODÓLAR, A POSSÍVEL ARMA DO IRÃ.


O diplomata e ex-conselheiro Adjunto de Segurança Nacional do Governo dos Estados Unidos, James Franklin Jeffrey, escreveu um artigo para a revista Foreign Affairs, dizendo que seria interessante para os Estados Unidos continuarem a impedir a exportação de petróleo pelo Irã por meio do bloqueio naval mantido à distância, ainda que a guerra possa ter custado até 100 bilhões de dólares, até agora. O articulista diz que a inflação no Irã é crescente, alcançando 80% só em agosto. Assim, segundo entende, o prolongamento do bloqueio seria favorável aos Estados Unidos, com o tempo trabalhando em seu favor. Porém, alerta que a Guarda Revolucionária poderá tentar escalar o conflito se a economia iraniana deteriorar.

Com o devido respeito ao respeitado analista e diplomata, ele esquece de dizer a respeito dos danos que o Irã tem causado às bases estadunidenses e que Arábia Saudita já tem buscado alianças militares com outros países (Acordo de Meca, com Turquia e Paquistão) para ajudar a proteger a sua economia que está em grave crise, inclusive tentando obter empréstimos no exterior. Daí o Petrodólar pode sofrer um dano irreversível, o que seria fatal ao poderio geoeconômico dos Estados Unidos. 

Como se percebe, a guerra tem reflexos regionais que podem influenciar no conflito.

Quando o ex-diplomata diz que a arma do tempo é favorável aos Estados Unidos, ele parece esconder um recurso que Trump já tentou usar sem êxito contra o Irã.

Essa arma, já aguardada pelos iranianos, é a utilização de grupos armados externos ou internos, como baluchis, azeris, curdos e monarquistas para a desestabilização interna. Neste domingo, forças iranianas detiveram oito agentes de desestabilização, no caso monarquistas. Os Estados Unidos prolongam a guerra não esperando vencê-la militarmente, mas através de agentes treinados e armados pela CIA e MI6, que atuem para provocar uma revolução colorida no país persa, aproveitando-se da inflação e crise econômica que assola o país.

Se o Irã continuar a receber informações de inteligência de países vizinhos e aliados, a insurgência poderá ser sufocada antes de começar suas ações, como ocorreu no início do conflito dos Estados Unidos da América e Israel contra o Irã.

O jogo se dá no tabuleiro militar e também no de inteligência. 

Enquanto os EUA têm uma força militar superior e muito mais recursos econômicos, o Irã é mais criativo e age como se estivesse jogando xadrez, com jogadas militares e de inteligência previamente calculadas e dependentes dos movimentos do inimigo.

O tempo está a favor dos Estados Unidos ou do Irã? INSURGÊNCIA x FRAGILIZAÇÃO DO PETRODÓLAR

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