OPERAÇÃO AJAX: OS ALGORITMOS PARA AS REVOLUÇÕES COLORIDAS E INTERVENÇÕES ATUAIS

Operação Ajax: O golpe de Estado de 1953 no Irã

O ano era 1953 e o Irã sofria com uma forte intervenção da inteligência dos Estados Unidos e do Reino Unido contra o governo centrista e nacionalista de Mossadegh. Em seu lugar, as potências ocidentais colocaram um rei déspota, autoritário e próximo ao ocidente, que perseguiu os comunistas, os religiosos e os nacionalistas.

A consequência de tanta tortura e perseguição, promovida pelo serviço secreto do Xá, a temida Savak, foi a grande Revolução Iraniana, depois tornada Islâmica, de 1979, que congregou nacionalistas, socialistas, comunistas, religiosos, sociais democratas, laicos em prol de uma mudança de regime. 

Feita essa observação, voltemos ao mesmo Irã de 1953. Lá houve a famosa operação Ajax promovida pela CIA estadunidense e pelo MI6 britânico.

Um diretor iraniano, Davood Moradian, que dirigiu um documentário sobre o golpe, reconta a história da intervenção e busca desvendar um algoritmo escondido nessa operação dos Estados Unidos e do Reino Unido, que posteriormente foi replicado no Brasil, no Chile, na Indonésia, na Síria e na Venezuela, dentre muitos outros países, e que recentemente voltou a tentar ser replicado no próprio Irã. e atualmente está sendo replicado no Brasil. 

O golpe de 1953 adotou o que o diretor chamou de algoritmo recorrente e se tornou um modelo operacional para outras intervenções e revoluções coloridas.

Mas qual seria esse algoritmo escondido nessas ações que visam mudar governos em países ricos em recursos energéticos e minerais? Há um padrão comum: pressão econômica, atuação da mídia estrangeira e nacional, não se recorrendo apenas às armas.

O diretor ressalta haver hoje uma atualização do modelo, mas aponta três pilares básicos: uma oligarquia local aliada aos interesses estrangeiros, aparato midiático local e internacional para manipular a opinião pública e uma classe influente, que abarca jornalistas, advogados, pequenos empresários, políticos e elite dos servidores públicos, que prefere jogar no campo do inimigo ao invés de encarar a realidade. Se você observar, é exatamente isso o que está ocorrendo no Brasil de 2026. Essas operações de manipulação psicológica são conduzidas em conjunto com as sanções econômicas.

Você pode ler a íntegra da matéria com a entrevista de Davood Moradian no site da Press TV clicando aqui.

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