Donald Trump não é um grande estadista e vemos isso com suas ações agressivas e equivocadas, com recuos frequentes. Porém, os Estados Unidos parecem ter um projeto de dominação de Estado que já se pode visualizar em meio às névoas da geopolítica.
Enquanto vemos os Estados Unidos sofrendo nas frentes de guerra na Ucrânia, contra a Rússia, e no Oriente Médio (Oeste da Ásia), contra o Irã, os Estados Unidos vão exercendo o domínio de quase toda a região da América Central e do Sul sem guerras, com exceção ao evento rápido que ocorreu na Venezuela.
Nâo se trata de domínio territorial, mas político, onde os líderes são ligados umbilicalmente à ideologia do presidente estadunidense. Com o domínio da América, com pequenas exceções, os Estados Unidos terão todo o minério, terras raras, urânio, tório e água doce de que necessitam pelas próximas décadas. Estamos falando de insumos estratégicos para produtos tecnológicos e indústria bélica, muita energia e água para agricultura, pecuária e humanos.
A consequência será o empobrecimento populacional desses países, com o aumento da criminalidade e o enfraquecimento dos Estados. E as pretensões dos Estados Unidos não pararão por aqui. Com o controle do Atlântico poderão se expandir rapidamente para a África.
E nesse projeto o Brasil é peça essencial, assim como o é para a China.
Somos peça essencial para os Estados Unidos porque o Brasil sozinho representa cerca de 1/3 da população e território, com riquezas superiores aos demais países abaixo do Estado da Califórnia.
Saberemos da situação após as eleições brasileiras.
Mas esse domínio da América Central e Sul o que muda a situação dos Estados Unidos?
Hoje os Estados Unidos têm uma dívida pública assustadoramente alta, superior a 40 trilhões de dólares, problemas sociais gravíssimos (alto desemprego, grande número de pessoas em situação de rua, grande número de dependentes de substâncias entorpecentes, grande número de pessoas morando em automóveis, ausência de sistema público de saúde...), incapacidade industrial de repor rapidamente itens ou produtos como sistemas de defesa, aviões, radares altamente sensíveis, tanques e navios para as guerras que vêm enfrentando, tanto por ausência de insumos necessários para os produtos necessários, como por ausência de indústrias com capacidade para tanto.
Assim, considerando-se a realidade acima, as riquezas minerais são estratégicas para os Estados Unidos se posicionarem à frente da China por vários motivos: a) por terem fornecedores para os insumos necessários, não precisando mais comprá-los da China; b) por terem o controle (militar e estratégico) das reservas em todo o continente americano e que podem vir a interessar à China em algum momento e que seriam necessários para países "aliados", como europeus, Coreia do Sul, Japão e Austrália.
Dessa forma, se os Estados Unidos controlarem efetivamente todo o continente americano, a China perderá muito do dinheiro investido em portos, aeroportos, estradas e em diversas empresas. Enquanto o Brasil não tiver um governo fantoche alinhado ao dos Estados Unidos, a China terá acesso à região, assegurando tanto os seus investimentos, como o Atlântico Sul.
Se toda a região ficar sob controle dos Estados Unidos, será muito fácil para o império fechar todo o atlântico (do norte e do sul) para China, controlando o tráfego marítimo para a África Ocidental e o Continente americano. Dessa forma, considerando-se a localização, o número populacional e os bens exportados para os chineses (soja, milho, carne, minério, petróleo...), o Brasil é essencial para a China no atlântico sul, assim como o é o Irã no Oeste da Ásia.
Os Estados Unidos já mostraram as peças que estão movimentando e as que poderão movimentar, mas e a China?
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