Enquanto planejamos, projetamos e implementamos nossas indústrias bélicas, a produção dos itens e seus testes, o que demanda um bom tempo, temos que nos precaver e já comprar muitos mísseis e drones baratos de países que não tenham conexão direta com o nosso maior inimigo dos tempos atuais (Estados Unidos), daí termos que excluir qualquer país integrante da OTAN, pela integração dos EUA àquela organização militar, podendo ser, no entanto, qualquer membro dos BRICS. Se houver transferência de tecnologia, melhor ainda.
E como já disse várias vezes, temos que pensar em uma base aeronaval muito bem guarnecida em Fernando de Noronha, de preferência com a integração de vários países. O ideal seria fazermos com países da América Latina e África. Porém, como muitos países vizinhos vivem uma radicalização política, além dos países africanos ocidentais e sul americanos não terem um significativo potencial bélico, seria aconselhável que integrassem a base países com armamentos nucleares e que tenham interesse em que o Atlântico Sul permanecesse aberto, minando o risco de um bloqueio naval estadunidense, que afetaria drasticamente nossa economia, já que cerca de 90% nossas exportações e importações passam pelo Atlântico.
Paralelamente, temos que explorar nossos minerais críticos e terras raras, como a Vale já demonstrou interesse. Mas temos que ir além. Devemos explorar nosso tório, fonte de energia abundante e muito menos poluente (ambientalmente) que o urânio. Lembrem-se que a China descobriu recentemente uma enorme mina de tório, capaz de suprir um país daquela imensidão e com cerca de 1,4 bilhão de pessoas, por 60 mil anos! Sim, exatamente isso. 60 mil anos, somente com o tório. Mas como fariam isso? Através de usinas nucleares, que ao invés de urânio, utilizariam o tório. A China é o único país do mundo que tem uma usina nuclear a base de tório em funcionamento. A Universidade Federal do Rio de Janeiro faz estudos sobre o uso de tório como fonte de energia, mas ainda estamos distantes de implementarmos a construção de uma usina desse tipo.
Antes da descoberta dessas fontes pela China, o Brasil tinha a segunda maior reserva de tório do planeta. Ela já foi explorada abundantemente para a iluminação das ruas de Paris, desde o fim do século XIX, e, de forma legal e também ilegal, para testes nucleares pelos Estados Unidos, nos anos 1940 e 1950.
Se queremos nos armar para evitarmos invasão ou atentados à nossa liberdade de navegação, temos que pensar também, e sobretudo, em diversidade de fornecimento de energia, a fim de evitarmos a qualquer custo uma ruptura total no fornecimento de energia elétrica ou de combustível, o que seria um caos para as indústrias, hospitais, a população e também os próprios militares. Nossa soberania diz respeito a sermos fortes militarmente, mas não só isso. O Brasil tem capacidade de pessoal, mas tem que ter a coragem de desenvolver as suas habilidades e o que se faz necessário para garantir, de vez, sua soberania!
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