Você já ouviu falar na Quan Yin,
Quan-Inn, Kuan
Yin, Guan Yin ou Guanyin? Visualmente, ela se assemelha à Nossa Senhora,
mãe de Jesus.
Ela é chamada de deusa da
Misericórdia e da Compaixão tanto no Taoísmo quanto no Budismo.
É venerada como bodhisattva
(bodhisattva da compaixão), um ser elevado espiritualmente que deixou de
ascender ao Nirvana para aliviar o sofrimento das pessoas e também para ajudar
os seres a alcançarem a iluminação.
Diz a lenda que ela estava rumo
ao Paraíso e, ao ouvir gritos de sofrimentos, parou e jurou proteger a
humanidade.
Pela tradição, Kuan Yin seria a
encarnação da terceira filha do governante da dinastia Chou, no norte da China,
por volta de 700 a.C. Ela teria optado pela vida religiosa e se recusou a
casar, contra a vontade de seus pais. Por influência de seu genitor, foi
submetida às mais difíceis provações no convento em que estava internada. Miao,
seu genitor ainda teria ordenado a sua execução, mas a espada se estilhaçou ao
tocá-la. Foi, então, asfixiada, vindo a óbito e a sua alma, ao chegar ao
inferno, transformou-o em um paraíso e foi transportada por uma flor de Lótus
até uma ilha (P’u-t’o Shan – a ilha-montanha sagrada no Arquipélago de Chusan,
ao largo da costa de Chekiang), onde curou enfermos e salvou marinheiros de
naufrágios. Chegou a cortar um pedaço do seu braço para usar como remédio para
salvar o seu pai que estava enfermo. Uma vez salvo, o pai se arrependeu do que
fez e mandou que fosse erguida uma estátua em homenagem à sua filha. Dizem que
por conta do próprio artista a estátua contou com mil braços e mil olhos.
No budismo, Kuan Yin é muitas
vezes representada como a comandante do barco da salvação, que guia almas ao
Amitabha, terra onde as almas podem renascer para alcançar a iluminação.
Amitabha, que promove o fim das reencarnações, é considerado o pai de Kuan Yin.
O budismo Mahayano diz que Avalokitesvara
teria nascido de um raio de luz branca emitido pelo olho direito de Amitabha,
sendo assim Kuan Yin “reflexo” de Amitabha.
O seu nome Guanyin é uma
abreviação de Guanshiyin, que significa “observar os sons do mundo”, em
mandarim. Daí é conhecida como aquela que ouve os lamentos do mundo.
Por envolver misericórdia e
piedade, é uma das figuras mais adoradas no Extremo Oriente. Sua figura
simboliza a pureza espiritual e o amor e compaixão incondicionais.
Por ser tão popular no Extremo
Oriente, há altares dedicados a Kuan Yin em lojas, restaurantes, painéis de
veículos ou nos lares.
No Budismo e também no Taoísmo é
comum que altares sejam dedicados a Kuan Yin, juntamente com pequenas estátuas,
quadros e flores de lótus, ao lado de espaço para se colocar incensos. Também é
comum que os orientais façam peregrinações a Templos dedicados a Kuan Yin.
Há dois mantras que representam o
estado de compaixão, “Om mani padme hum” e “o Kuan Shih Yin Pu´as”, que você
ouve como fundo musical.
Avalokitesvara, em sânscrito, é o
símbolo máximo da compaixão, condição necessária para se alcançar o estado de
Buda. É conhecido nos budismos indiano e tibetano como Chenrezig, com características
predominantemente masculinas, e como Kuan Yin, figura feminina, no extremo
oriente. Podia assumir a forma masculina na China no século X d.C. Esse símbolo
pode ser representado com múltiplos braços e olhos, ou não. Essa multiplicidade
simboliza a sua capacidade de ver e atender a todos os pedidos dos seres
humanos.
No budismo predominante na China,
ela representa a Compaixão e já era cultuada pelos chineses antes da chegada do
Budismo. Com o budismo, ela passou a ser vista como uma encarnação de
Avalokitesvara (Padmapani). Podia assumir a forma masulina na China no século X
d.C.
Ao chegar nas Filipinas, ela
ganhou aspectos de Maria, Mãe de Jesus. No Japão a mesma entidade pode assumir
figura masculina (Kanzeon Bosatsu) ou
feminina (Kannon Bosatsu).
O culto a Kuan Yin chegou nas
Américas, Europa e África e é considerada por muitos como Mestra Ascensionada.
Kuan Shih Yin Tzu Tsai, tem
o significado de ‘a soberana que se preocupa com os sons do mundo’.
Com beleza, leveza e compaixão,
ela representa o ideal de feminilidade no Extremo Oriente. Normalmente é
retratada esbelta envolta em manto branco. O lótus branco tem significado de
pureza. Ela também é conhecida como protetora do Mar do Sul e dos pescadores e
pode ser representada montando um dragão.
Em Taiwan há histórias de que ela
apareceu no Céu e agarrou bombas e as cobriu com seu manto branco para que não
explodissem.
Na Fraternidade Branca Kuan Yin é
cultuada como Mestra Ascensa.
Há um Templo Budista, com
influência Taoísta, dedicado à Quan Yin no bairro de Parelheiros, em São Paulo.
Porém, qualquer visitação precisa ser comunicada previamente na página do
Instagram da associação Templo Quan Inn mantenedora do espaço.
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