INTERVENÇÃO DOS EUA, EM MEIO À CRISE POPULAR, MILITAR E ECONÔMICA, NAS ELEIÇÕES BRASILEIRAS. MASTER, VORCARO. EMENDAS PARLAMENTARES. OS PESADELOS DE FLÁVIO
A DECADÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS
A cada dia que passa fica mais difícil esconder as seguidas derrotas dos Estados Unidos para o Irã.
Repito que isso não significa que o Irã não esteja enfrentando dificuldades. Está, principalmente na órbita econômica, com diminuição das exportações e o aumento de gastos com a guerra.
Porém, nos Estados Unidos, o país mais rico do mundo, há muitas agruras para a população, que tem enfrentado aumento significativo no preço dos combustíveis, mesmo com o uso exacerbado das reservas estratégicas, e um forte e seguido aumento da inflação. Para quem está no Poder, isso pode resultar em problemas eleitorais.
Militarmente o negócio fica mais complexo, com a perda de equipamentos caríssimos (radares de 1 bilhão de dólares cada, aviões de combate, aviões de reabastecimento, helicópteros, drones aquáticos e aéreos), além da inutilização estratégica da base naval em Bahrein e de bases terrestres e aéreas no Iraque, Kwait, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Omã e Jordânia. Como dizem os analistas, os Estados Unidos estão a um passo de saírem do Oriente Médio. A isso se chama de derrota estratégica.
Mas os danos não se limitam aos problemas internos e no Oriente Médio. Vão muito além. Alcançam sua influência geopolítica.
O soft power conquistado por décadas de engenhosidade e trabalho árduo, foi jogado às favas por Trump. Hoje, todos desconfiam dos Estados Unidos, mesmo países aliados, como o Canadá, Reino Unido, França e outros, principalmente pela agressividade nas falas e ameaças seguidas.
Por outro lado, muitos países, têm negociado a venda do petróleo com base em outra moeda, que não o dólar. Com os ataques à Arábia Saudita, a influência do dólar também cai. Assim, o petrodólar vem se enfraquecendo, e com isso debilita o poder econômico dos Estados Unidos.
Em paralelo, muitos países têm adotado um sistema similar ao pix para negociações externas, de importação e exportação, permitindo que se negocie nas moedas locais, sem qualquer influência do dólar. Isso também debilita estrategicamente o dólar. A Rússia está querendo implementar isso com urgência.
Não bastasse isso, com a guerra, os Estados Unidos, além de usarem parte significativa da reserva estratégica de combustíveis, está aumentando a sua dívida interna.
Isso significa um afundamento rápido e talvez irreversível dos Estados Unidos como potência hegemônica, seja no campo militar, seja no campo econômico. Os analistas internacionais e a população interna culpam uma pessoa, em especial, Donald Trump, que com isso tem tudo para perder feio as eleições de meio de mandato, ainda que prometa 5 mil dólares a cada cidadão, caso se sagre vitorioso. Isso no Brasil configuraria crime eleitoral: compra de votos.
A RESPONSABILIDADE DE TRUMP E DE MARCO RUBIO
Mas Trump não é o único culpado. O Secretário de Estado, responsável pelas relações diplomáticas com outros países também tem culpa significativa pelo caos instalado na política externa dos Estados Unidos. Afinal, esse mandato de Trump é marcado pela absoluta falta de diplomacia e o isolamento cada vez maior daquele que já foi capaz de unir praticamente todos os países do ocidente e muitos da África, Ásia e Oceania. O titular da pasta é Marco Rubio, um extremista de direita responsável pelas ações dos Estados Unidos na Venezuela e pelas ameaças contra os países liberais, como México e Brasil. Ele também participou da decisão de atacar o Irã, e vemos os resultados para os EUA e o planeta. Embora ele tenha certa proximidade com a família Bolsonaro e atue pela eleição de Flávio Bolsonaro, para que todo o continente sul americano permaneça submetido às vontades estadunidenses, incluindo o uso e abuso de reservas energéticas, minerais e de água, parece que os seus dias também podem estar contados, a depender do resultado das eleições de meio de mandato. Se isso se confirmar, a sua pretensão de ser candidato à presidência pode restar totalmente minado em favor do atual vice-presidente J. D. Vance, um extremista de direita, mas totalmente averso às intervenções em outros países. Embora ele já tenha se reunido com membros da família Bolsonaro, ele não defende o intervencionismo, ao contrário de Rubio, que se dependesse exclusivamente dele, já teria invadido Cuba.
FLAVIO, O REPRESENTANTE DO ENTREGUISMO
Flávio prometeu ceder as terras raras à exploração exclusiva dos Estados Unidos, tem um irmão morando lá e encaminhou muito dinheiro (do filme de seu pais) para os Estados Unidos. Também defendeu o bombardeio da Baia da Guanabara pelos Estados Unidos, a intervenção de um porta-aviões estadunidense no Brasil, e aplaudiu as medidas sancionatórias de Trump às instituições e aos produtos brasileiros. Além disso, em pleno 7 de setembro, dia em que comemoramos a nossa independência de Portugal, eram inúmeras as bandeiras dos Estados Unidos e de Israel em seu ato de campanha.
Porém, ele tem todos os motivos para ter pesadelos seguidos. É o caso Master, é a impopularidade de Donald Trump, é a corda bamba de Marco Rúbio e é a atuação séria das instituições brasileiras, principalmente da nossa Polícia Federal, que tem apurado muito, ainda que André Mendonça, a quem muitos acusam de defender descaradamente Flávio Bolsonaro, tenha encoberto muitas das diligências daquele órgão.
Além disso tudo, foi descoberto que Flávio tem uma empresa de capacetes de motos em Brasília, no mesmo conjunto comercial que o Careca do INSS, utilizando o serviço dos mesmos funcionários, segundo apuração do ICL NOTÍCIAS. E também foi levantado pela Revista Piauí que Flávio recebeu mais repasses de dinheiro de Vorcaro. André Mendonça, o Ministro que cuida do caso do Banco Master, por outro lado, teve encontros secretos com Vorcaro em seu instituto, em São Paulo, o que escondeu de todos por todo esse tempo.
A INTERVENÇÃO EM NOSSAS ELEIÇÕES
Os Estados Unidos investiram pesado em inteligência em 2026, como apontou um recente artigo aqui no blog, e cientistas políticos nacionais e internacionais alertam para a intervenção dos Estados Unidos nas eleições brasileiras.
A atuação de André Mendonça nos últimos dias interferiu nas eleições e fez crescer a intenção de votos em Flávio Bolsonaro. Por outro lado, para blindar Flávio Bolsonaro, segundo acusam outros Ministros do Supremo Tribunal Federal, tentou afastar o Diretor Geral da Polícia Federal e o Diretor de Inteligência da Instituição, que prenderam Vorcaro e fizeram e fazem a apuração dos crimes que teriam sido praticados pelo banqueiro.
Mas pode haver novas surpresas. Nesses momentos temos que aplaudir a Polícia Federal, desde a cúpula até a base do órgão, e a habilidade jurídica e o elevado caráter moral de Flávio Dino, que em seu processo determinou a continuidade das investigações e o retorno dos policiais aos cargos que ocupavam, para que não houvesse qualquer prejuízo às apurações havidas até agora.
O Brasil ainda tem herois gigantescos, e muitos vendilhões! A nós cabe escolher: ou lutar pela Pátria altiva e livre ou estar ao lado de imorais e entreguistas
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