ESTADOS UNIDOS, UMA GRANDE POTÊNCIA, MAS AGORA TENDENTE A SER OCIDENTAL, E NÃO MAIS MUNDIAL?


Ao mesmo tempo em que os Estados Unidos perdem suas bases militares no Oeste da Ásia em razão dos contra-ataques iranianos, os comandantes militares dos Estados Unidos alertam Pete Heghset, o todo poderoso e tresloucado Ministro da Guerra de Trump, de que a guerra está minando aeronaves, navios e tropas deslocadas de outros lugares. Ou seja, os Estados Unidos estão entrando em estado de alerta militar, com diminuição estrondoso de arsenais bélicos, o que significa que o próximo passo, se houver, pode ser de caminho irrefreável ao colapso militar estratégico, estando vulnerável a outras Nações com grande poderio militar como China, Rússia e Índia.

E tudo isso ocorre ao mesmo tempo em que as reservas estratégicas de combustíveis estão no menor nível histórico e os tradicionais aliados estão se afastando, por culpa exclusiva dos Estados Unidos, que anda extremamente agressivo contra seus aliados e países periféricos.

Enquanto isso, a China agrega a grande parte dos países asiáticos e da Ásia ocidental em reuniões e faz investimentos pesados nessas regiões e também na África e na América Latina. Se os europeus, que já sentem a proximidade de uma crise econômica, perceberem que podem receber massivos investimentos chineses, possivelmente muitos deles venham a sair da órbita de influência estadunidense, como já estão fazendo cada vez mais o Canadá e a Coreia do Sul.

Enquanto o mundo vê os Estados Unidos perderem sua capacidade de influência, a América Latina vê-se cercada pelos Estados Unidos. Eles realmente estão adotando o plano "Donroe", uma versão Trump ao famoso plano Monroe de 200 anos atrás, de América para os estadunidenses. O Brasil, por ser a maior potência da região, sofre mais de perto os reflexos dessas ações políticas, econômicas e de risco de intervenção. A França, com sua Guiana Francesa, já está em alerta, devido ao assédio estadunidense à Groenlândia, integrante ao reino da Dinamarca e às recentes ameaças de Trump às Falklands (Malvinas) britânicas.

O continente americano poderá, de uma vez só, ver todo o poderio estadunidense, seus estratagemas e ações de inteligência voltados a essa região, o que significa pressão total aos países que não se alinham aos interesses dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que essa potência perde sua hegemonia no restante do globo.

Em menos de 10 anos veremos um mundo muito diferente daquele dos anos 80 e da nossa atualidade, talvez mais estável e com paz na Europa, África e Ásia.

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