ENGANA-SE QUEM VÊ A BRIGA NO STF SOB A ÓTICA DA MÍDIA HEGEMÔNICA. É NECESSÁRIO VER O TODO E O QUE ESTÁ POR DETRÁS!
É uma instituição tradicionalmente desigual, com muito mais homens e com muito mais neoliberais. A briga, porém, não se dá entre homens e mulheres (só há uma mulher, hoje), brancos e pretos (pois estes inexistem, hoje), ou entre cristãos e não cristãos. A briga também não se dá entre os neoliberais e o único Ministro com preocupação social (Flávio Dino). A briga também não é entre os que cometem deslizes éticos e os que até agora demonstram-se sãos e íntegros.
Pelos vazamentos divulgados pela mídia, tanto André Mendonça quanto Alexandre de Moraes teriam praticado deslizes éticos e se encontrado às escondidas com o banqueiro preso Daniel Vorcaro. Outros ministros também, por tabela, considerando-se que os filhos de Luiz Fux e de Nunes Marx teriam sido contratados por aquele banqueiro. Toffoli teria tido negócios. Dos 10, sobram 5. Mas Gilmar Mendes, assim como André Mendonça, teriam Institutos. O primeiro voltado prioritariamente à área jurídica e esse último à área educacional em geral, mas ambos com caráter lucrativo, sendo que André Mendonça, segundo os vazamentos, teria sido contratado por administrações de extrema direita, em sua quase totalidade sem a necessária e prudente licitação, quando existem diversas entidades de ensino com a mesma capacidade e alcance daquela. E tanto um quanto outro envolvem relações com pessoas poderosas nos campos político e econômico.
Sobram Edson Fachin, Carmen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino com isenção ética e moral para cuidar dos processo que estavam sob os cuidados de André Mendonça.
Assim como qualquer entidade humana, privada ou pública, homens as compõem. Assim como as empresas não poderiam ter sido atacadas e destruídas pela Lava-Jato em razão da corrupção praticada por homens que as compunham, o Supremo Tribunal Federal não pode sê-lo pelos homens que o integram. Os homens devem ser julgados, mas as instituições respeitadas. A instituição é o retrato traçado pelos humanos para que a humanidade avance. A destruição das entidades e instituições não afasta os homens que se diminuiram moralmente, mas corroi e destroi por dentro a própria sociedade. Há que se diferenciar, portanto, as entidades e instituições das pessoas que as integram.
A diferença entre se entregar ao que interesses egoísticos políticos radicais e governos estrangeiros desejam e o que a Constituição determina e a sociedade espera é brutal. Punir os envolvidos, garantindo-se o devido processo legal, com contraditório e ampla defesa, e engrandecer as instituições é o que a Constituição prevê e o que a sociedade aguarda.
Grandes homens e grandes mulheres elevam a moral da sociedade e servem de exemplo, mas as instituições sólidas constituem a firmeza para o longo caminhar da sociedade.
Os brasileiros têm que estar alertas para não se deixarem levar por interesses contrários aos do Brasil e que visam minar o Estado de Direito, as nossas instituições e os nossos direitos individuais e sociais, em privilégio de uma parcela da elite formada por homens sedentos por poder e dinheiro, aliados umbilicalmente aos interesses exploriatórios de uma grande potência, e assim nos pregar à condição já ultrapassada de mera colônia extrativista.
Somos o único país com condições reais de sucedermos os decadentes Estados Unidos da América e nos tornarmos a futura maior potência ocidental, mas o futuro depende apenas de nós e de como tratamos os nossos compatriotas e a nossa natureza e de como defendemos o nosso Brasil.
Enxergar o presente é o primeiro passo para podermos esculpir o grande futuro. Deixarmo-nos levar como manada em discursos vazios, mas recheados de pretensões espúrias, é sedimentar a cova de qualquer possibilidade de futuro ou esperança, e é isso o que muitos inescrupulosos e os Estados Unidos de Trump e de Marco Rubio desejam.
Enxerguemos a realidade com muita criticidade. Nos esforcemos para isso. O futuro do Brasil depende de cada um de nós!
Comentários