EDITORIAL

Nesse momento de crise dos Poderes da nossa República e de pressão dos Estados Unidos por um determinado candidato a presidente, não podemos nos calar.

O Supremo está em crise, assim como a própria política. Muitos dos políticos e dos membros do STF brigam pelo poder, e muitos de seus membros também pelo luxo de cargos são capazes de, indiretamente, proporcionar. É afronta à lei e à moral administrativa. 

Caberia ao Presidente do STF marcar com a rapidez necessária a reunião do pleno para decidir a respeito de todos os 5 Ministros do STF que teriam, ao menos em tese, envolvimento direto ou indireto com o ex-banqueiro preso, Daniel Vorcaro.

Também cabe ao Presidente do STF verificar as decisões emitidas no TSE e no próprio STF, a fim de verificar se está havendo proteção a uma dada campanha, ou não. Há que se ter em conta que o próximo Presidente da República poderá nomear, ao menos, 4 Ministros para o Supremo Tribunal Federal. E, por conta disso, Ministros da Corte já brigam pelo poder. E nesse contexto o Presidente do STF deveria ser efetivo e severo.

Da mesma forma, o TSE deveria ser severo com um candidato em que há elementos indicados por testemunhas de que ele teria recebido agrados superiores a 400 mil reais por um determinado advogado e empresário, milhões de dólares do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, festas de orgia com prostitutas, lavagem de dinheiro, corrupção, "rachadinha", proximidade com País estrangeiro para sancionar o país e até bombardear a Baia da Guanabara (como já se manifestou), amizade e proximidade com milicianos e de políticos envolvidos com o Comando Vermelho. Porém, há elementos que indicam a proximidade e o favorecimento de Kassio Nunes Marques com Flávio Bolsonaro, o que seria motivo para o presidente do Tribunal se declarar suspeito.

Espera-se do cidadão e eleitor brasileiro que vote com responsabilidade nesse momento de fragilidade institucional. Que vote para fortalecer a democracia e de pessoas sérias. Há candidatos mais sérios que outros. Entre esses mais sérios há entre os melhores posicionados nas pesquisas, Ronaldo Caiado, do PSD; Renan  Santos, do Missão; Augusto Cury, do Avante; e Luís Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores. Votar em Flávio Bolsonaro é votar contra a democracia, contra a retidão ética e moral que os eleitores esperam e contra os interesses do Brasil. Ele é o anti-candidato, que não merece o voto do povo brasileiro. Ele está ligado ao que há de pior para o país e o futuro do Brasil.

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