Os jornalistas de direita, de esquerda, de centro, do alto, de baixo, estão histéricos com a revelação de suposta troca de mensagens entre Vorcaro e Alexandre de Morais.
Sem ouvir Alexandre de Morais (Ministro do STF), Paulo Gonet (Procurador Geral da República) e o Diretor Geral da Polícia Federal (Andrei Augusto Rodrigues), a mídia cita que a República não tem mais nomes confiáveis. Será, mesmo?
Nessas horas é necessário respirar fundo, pensar e refletir. A quem interessa um tumulto desses? Mas há provas? Por que não apareceu a mensagem resposta de Alexandre de Morais e, mais, como se pode envolver outras autoridades se elas não receberam mensagens enviadas por Vorcaro ou subordinado, como no caso de Andrei Rodrigues e Paulo Gonet? E como essas autoridades estariam envolvidas em uma suposta maracutaia se Vorcaro acabou sendo detido?
Como se vê, não se fecha o círculo e há muita emenda feita por suposição da imprensa.
Agora, até o André Mendonça teria tido reunião com Vorcaro e teria recebido de presente um terno de um estilista.
Duas coisas são fatos! Uma é que Vorcaro tentou cooptar a República. A segunda é que inúmeras autoridades se renderam ao luxo propiciado por Vorcaro, esquecendo-se dos limites que deveriam ser colocados por se tratarem de autoridades da República. Viagens, cartões de crédito, festas com sexo e degustação de uísques caríssimos não pode ser aceito por servidores públicos do baixo ao alto escalão. Isso é, no mínimo, falta disciplinar. Deve haver a responsabilização, sim, mas mais que isso, deve haver nova postura, com regras claras, em relação à não possibilidade de aceitação desses "mimos".
Na verdade, muitos servidores, ao perceberem a possibilidade de mimos e de privilégios, se sentem seres acima do ser comum, e essa é a postura que deve ser combatida. A culpa não é só do servidor, mas do sistema. Do sistema que coopta. Do sistema que faz acreditar que o servidor está lá por uma capacidade única e de que ele é especial por isso, fazendo com que um servidor desavisado se esqueça do seu papel e da sua responsabilidade em atender à população, pois não é um aristocrata, como querem que se sinta, mas um servidor a serviço da população. Ponto.
Outra coisa, porém, é acreditar que autoridades se renderam aos pleitos de Vorcaro. Isso depende de provas e, pelo o que se vislumbra até agora, é inexistente, já que ele foi preso.
Esse escândalo serve a outros propósitos, leia-se Flávio Bolsonaro, para que não se fale de mais uma soma de dinheiro que Vorcaro destinara à família Bolsonaro, supostamtente para o "filme de seu pai".
O descrédito de Alexandre de Morais interessa ao Bolsonarismo, como se sabe, mas também ao governo Trump, assim como o descrédito do Procurador Geral da República e do Diretor Geral da Polícia Federal interessam não só à oposição, mas principalmente aos Estados Unidos, que querem minar a chance de reeleição de Lula.
O Executivo, que não está diretamente envolvido, deveria coloca a ABIN para investigar de perto toda essa situação, com o auxílio das inteligências da PF e das Forças Militares.
Assim, considerando-se que não há o elemento que poderia comprovar o favorecimento a Vorcaro, que é a sua soltura (ele está preso), a análise do caso deve ser feita com todo cuidado para se preservar as autoridades envolvidas e a própria República. Fazer o contrário é cometer os mesmos erros da Lavajato e um descuido inadmissível a quem tem o dever de informar e não de fazer julgamentos precoces.
O povo deveria estar preocupado com a República e essa tentativa de miná-la.
A postura inconsequente de muitos órgãos de mídia mina a crença nas instituições do Estado, que é tudo o que o império quer que aconteça no Brasil.
Vamos aguardar a apuração. Enquanto isso, vamos tentar desvendar o que está por detrás disso. Não sejamos massa de manobra como muitos foram na lavajato. Se muitos servidores não estão à altura da instituição, a imprensa brasileira, seja ela a tradicional ou a alternativa, também parece não estar no pedestal da inteligência que pensa ocupar.
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