ARROGÂNCIA DOS EUA CONTRA O IRÃ RESULTOU NA PERDA DE BASES NO ORIENTE MÉDIO. E A ARROGÂNCIA NA AMÉRICA LATINA?


Enquanto Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, demonstra arrogância ao ameaçar os países da América Latina, em especial Cuba, México e Brasil, dizendo ter um poder militar "incomparável" e citando como "exemplo" o caso venezuelano, a potência imperial sofreu uma derrota estratégica vergonhosa no Oeste da Ásia, iniciando uma guerra suicida e que já causou a destruição de todas as bases estadunidenses no Oriente Médio, a perda de equipamentos sensíveis de inteligência e de muitos aparelhos militares, além de se deparar com a significativa alta do petróleo no mundo afora. Além disso, houve uma consequência indireta da arrogância: enfraquecimento do poder geopolítico dos EUA no Oriente Médio, cedendo espaço a potências regionais, como já evidenciou o Acordo de Defesa Conjunta de Meca, firmado entre Arábia Saudita, Turquia e Paquistão, este último uma potência nuclear. Cientistas políticos franceses realçam a derrota militar, ao menos até agora, dos Estados Unidos na guerra iniciada contra o Irã.

Viajemos à América Latina. O Brasil já deixou claro aos Estados Unidos que não querem um confronto militar, mas que usará a diplomacia para a sua defesa. O país comunicou à ONU, à União Europeia e a parlamentares independentes e democratas dos Estados Unidos sobre a intervenção indireta e direta dos EUA nas eleições brasileiras de 2026. Inclusive uma entidade estadunidense de peso, A Carter Center, fundação do ex-presidente estadunidense Jimmy Carter, estará no Brasil acompanhando as eleições.

O Brasil é bom em diplomacia. Os EUA truculentos de Trump não sabem o que é negociar, mas apenas jogar pesado, sem pensar nas consequências futuras.

Torçamos para que a diplomacia barre as pretensões e arrogância estadunidenses.

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