A SEDE POPULAR POR GUILHOTINA QUE A ÂNSIA POR PODER POR FLÁVIO BOLSONARO PODE ESTAR A CRIAR


O Brasil, assim como quase todos os países africanos e latino-americanos, foi colônia de exploração. 

Assim como os Estados Unidos, o Brasil escravizou, praticou genocídio contra várias etnias de sua população originária e racismo contra negros, indígenas e descendentes de ambos.

Enquanto os Estados Unidos desenvolviam a eugenia, posteriormente abraçada umbilicalmente pelos nazistas, o Brasil tinha o maior partido nazista depois da Alemanha.

Diferentemente dos Estados Unidos, não tivemos uma guerra de secessão, nem multiplicamos o nosso território após a independência. Não nos tornamos uma Nação colonialista e imperialista, como o fizeram os Estados Unidos, muito embora carregassemos a denominação de império brasileiro antes de nos tornarmos uma República.

E uma diferença em relação a todos os outros países colonizados, a todos eles, é que a sede europeia da colônia esteve aqui, em pleno continente americano, por mais de 10 anos, transplantada de forma cinematográfica ao se refugiar das tropas napoleônicas. E o nosso primeiro rei, Imperador, era da família real do país colonizador.

Somos semelhantes aos demais países colonizados, mas com nossas peculiaridades.

A nossa independência, onde o imperador era membro da realeza portuguesa, já evidenciava como agia desde então grande parte de nossa elite, que preferia se aliar ao colonizador, ao explorador, que às classes populares.

Para as classes populares, pouco mudou com a nossa independência. Continuou a escravidão por mais de meio século a mais, uma fraca e débil industrialização e uma falta de projeto de país. A libertação dos escravos se daria sem uma garantia de acolhimento. Foram largados à própria sorte. Daí surgiriam as favelas, à mesma época do triste massacre havido na guerra de Canudos, um marco divisor em nossa história. Daí, a revolução de 1930, de Getúlio Vargas e dos militares tenentistas, retiraria o Brasil da República Velha e Oligárquica, e o recolocaria em um Estado moderno..

A partir daí, de 1930, o Brasil assumia a formação de um Estado moderno, com concurso público, voto das mulheres, industrialização, surgimento das leis trabalhistas, da previdência social, das grandes estatais, através de uma política nacional desenvolvimentista, a mesma que a extrema direita sempre trabalhou contra.

Franklin Dellano Roosevelt, presidente dos Estados Unidos, com o intuito de atrair o Brasil para a Segunda Guerra Mundial, aproximou-se do país, acelerou sua política do "soft power" na América Latina, em especial o Brasil, e via semelhanças com a política social de Vargas. O Brasil vivia sua era de ouro, até o início dos anos 60, quando teria êxito a tentativa de golpe de 1964, após as tentativas fracassadas de 1945, 1954 e 1961.

A nossa política nacional desenvolvimentista, com leves mudanças nos governos Juscelino Kubitschek e Jânio Quadros, manteve-se firme até o o primeiro governo da Nova República, de José Sarney, e garantiu seguido crescimento ao país, o que levou a China a visitar e travar conversas de como o país conseguiu crescer tanto e tão rapidamente. Após a visita, a China passou a adotar o nacional desenvolvimentismo ao modo brasileiro, e o Brasil, com Fernando Collor, passaria a adotar o neoliberalismo que já demonstrava sinais de fracassono vizinho Chile. A China, de país paupérrimo, rapidamente, em pouquíssimas décadas, tornou-se a segunda maior economia de todo o globo, retirando 800 milhões de pessoas da miséria. O Brasil, com o neoliberalismo, estagnava a sua economia, se desindustrializou rapidamente, perdeu postos de emprego qualificados e bem remunerados e se tornou uma economia dependente da exploração mineral, agrícola e pecuária. Apenas os financistas e os que exploram empresas que eram públicas ganham muito dinheiro. Indústria passou a ser coisa para gente corajosa ou louca.

Os Estados Unidos adotaram a política neoliberal assumidamente no anos 1980, com Ronald Reagan, mandaram suas indústrias e os empregos para a China e o sudeste asiático, e começaram a ruir social e economicamente, embora a sua elite financeira ficasse cada vez mais rica. Foi o primeiro país a ter tantos bilionários e o primeiro a ter um trilionário, enquanto o seu povo não tinha assistência médica garantida pelo Estado, aumentava o número de usuários e dependentes de drogas, de pessoas em situação de rua e de moradores de carros, além de ter a sua gigantesca classe média diminuída e empobrecida.

A política belicista adotada com a guerra da Coreia, Vietnã, Iraque, Afeganistão, Líbia, Síria e Irã, foram aos poucos minando sua enorme capacidade bélica. Embora adote a política da grandiosidade, com a maior frota aérea e 11 porta-aviões nucleares ativos, hoje, os Estados Unidos são incapazes de manter duas frentes, como Ucrânia e Irã, sem que isso afete suas reservas estratégicas de mísseis e armas. E desde a guerra da Coreia, perdeu todas as guerras da qual participou, segundo analistas internacionais. Devido ao neoliberalismo, é incapaz de produzir rapidamente as armas de que necessita, ao contrário da Rússia e Irã, que não são neoliberais.

O Brasil, modesto em armamentos e sem a mínima capacidade tecnológica competitiva, é capaz de atrair militares do famoso Vietnã para aprender em solo brasileiro como guerrear na selva. E estamos falando do pequeno país do sudeste asiático que fez a maior potência bélica de todos os tempos dobrar de joelhos lutando em plena mata. Mesmo sofrendo enormes baixas populacionais e consequências pelo uso de armas proibidas pelos Estados Unidos, expulsou o império e provocou a este perdas imensas em material bélico. Ensinar a lutar na selva quem ganhou do maior império militar não é pouca coisa para o Brasil.

Hoje, os Estados Unidos tentam demonstrar força perante países aliados. Invadiram a Venezuela e sequestraram o presidente daquele país. Subtraem ouro, minerais e petróleo. Mataram os líderes iranianos e tentaram invadir o país persa, mas, com a perda das inúmeras bases na região, estão sendo expulsos do Oriente Médio.

E é nesse panorama que os Estados Unidos tentam interferir em nossas eleições, para que um líder submisso aos caprichos estadunidenses garantam aos Estados Unidos todas as riquezas que desejarem. Querem, sob o mandato forjado de um pau mandado, todas as riquezas dos brasileiros, sejam pobres ou ricos, letrados ou analfabetos, de direita ou de esquerda. E esse pau mandado tem nome e sobrenome: Flávio Bolsonaro, que já prometeu um governo de transição com os Estados Unidos e também as nossas valiosíssimas terras raras aos estadunidenses. O irmão dele já está em solo estadunidense, articulando com o governo extremista de Donald Trump novas tarifas contra produtos brasileiros, trabalhando CONTRA o Brasil. A troco de que? De poder, enquanto o país continua pobre e submisso às grandes potências. E há quem tenha a "coragem", para não usar um palavrão, de votar e apoiar esse sujeito.

Ele sequer representa a vergonhosa elite que se aliou à coroa portuguesa. Ele é pior. Enquanto aquela nos propiciou certo grau de independência, ao menos econômica, este quer a entrega do país como colônia a ser explorada, sem independência econômica ou social. Sendo cada brasileiro objeto de uso e exploração pelo ditador* Donald Trump.

O império durará como potência mundialmente relevante mais uma década, no máximo, mas não mais que isso, e Flávio  Bolsonaro já teria pensado no que ele está a criar?

Os Brasileiros, que já tiveram aqui o primeiro Reino Europeu em pleno continente das Américas, o primeiro Império nas Américas e a maior e mais forte força naval das Américas, permitirão que um país em decadência social, econômica e militar nos explorem como colônia? 

A população brasileira restará silente frente a tantas evidências de imoralidades e ilicitudes que teriam sido praticados por Flávio Bolsonaro? Mansões cedidas pelo Vorcaro/Master a Flávio Bolsonaro em São Paulo e Angra dos Reis. Jatinhos cedidos pelo Vorcaro/Master a Flávio Bolsonaro. Dinheiro, muito dinheiro, passado por Vorcaro/Master a Flávio Bolsonaro diretamente nos Estados Unidos.

Imoralidade, corrupção. Entreguismo a potência estrangeira. A que nível chegou o Sr. Flávio Bolsonaro e parte de nossa elite econômica e política? Eles estão a cavar a proximidade de uma revolução social em que a guilhotina e a degola sejam as diretrizes de uma população seguidamente violada em seus direitos de cidadania e de soberania, e cada vez mais empobrecida, enquanto uma parte da elite enriquece de forma imoral e ilegal. Talvez eles tenham criado o cenário propício para o surgimento de uma real revolução de independência, com a liderança raivosa do povo que Flávio Bolsonaro e parte da elite tanto desprezam e odeiam.

* Embora eleito por um sistema democrático, Donald Trump calunia seguidamente o sistema eleitoral estadunidense e propõe a compra de votos, a dificultação de voto pelos democratas e outros artifícios para poder eleger uma maioria republicana nas eleições de meio de mandato. Isso não é ser democrata. Manipular o sistema para o seu próprio benefício é o que fazem os ditadores.

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