1964 E 2026. OUTROS PRESIDENTES, OUTRAS RIQUEZAS MINERAIS E O MESMO INTERESSE DO IMPÉRIO PELAS RIQUEZAS BRASILEIRAS
“Alegra-me ver, também, o povo reunido para prestigiar medidas como esta, da maior significação para o desenvolvimento do país e que habilita o Brasil a aproveitar melhor as suas riquezas minerais, especialmente as riquezas criadas pelo monopólio do petróleo. O povo estará sempre presente nas ruas e nas praças públicas, para prestigiar um governo que pratica atos como estes, e também para mostrar às forças reacionárias que há de continuar a sua caminhada, no rumo da emancipação nacional”.
Esta foi a fala do então
presidente brasileiro, João Goulart, ao lado da primeira dama mais elegante que o Brasil já teve, no dia 13 de março de 1964, conhecido como
o discurso da Central do Brasil, diante de cerca de 200 mil pessoas.
E, ontem, 22 de setembro de 2026,
Lula também discursou para uma multidão, muito menor, mas muito significativa,
de líderes e representantes de líderes de Nações na a abertura da Assembleia da
ONU.
“O Brasil é
referência mundial em energia verde. Temos os minerais críticos e as terras
raras de que o mundo precisa para realizar a transição energética.
Nossas
riquezas naturais pertencem ao povo brasileiro — e é em benefício dele que
serão exploradas.
O acesso a
nossos minerais terá como contrapartida obrigatória a geração de valor em nosso
território, a transferência de tecnologia e o suprimento de setores
estratégicos nacionais.”
Lula se referiu às nossas novas
riquezas minerais, elementos chamados de minerais críticos e contidos em terras
raras, e não mais apenas ao petróleo, todos igualmente cobiçados pelos Estados
Unidos. Ele discursou antes de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, que
reiterou que a América Latina é considerada quintal para o governo dos Estados
Unidos e que, se necessário for, utilizarão suas forças armadas, citando o
exemplo da Venezuela como ameaça a Cuba, Brasil e México.
Assim como Jango que, ao defender
o nacionalismo, foi vítima do golpe expressamente apoiado pelos Estados Unidos,
Lula sabe que, ao também defender os interesses brasileiros e do povo brasileiro,
pode ser vítima de tentativa de golpe, seja mediante interferência nas
eleições, seja mediante qualquer outra tentativa golpista, armada ou não.
O Brasil vive um momento
histórico e parte da população ainda não percebeu a gravidade dos ataques
diretos e indiretos dos Estados Unidos aos interesses brasileiros, do povo
brasileiro. E há entreguistas que se prestam a entregar os bens dos seus povos,
como muitos presidentes recém empossados da América Latina já o fazem e o
candidato Flávio Bolsonaro promete fazer aqui no Brasil, ao império do anão imoral,
ditador do Norte.
Mas Trump calcula mal. As
eleições brasileiras ocorrem um mês antes das eleições de meio de mandato dos
Estados Unidos e suas ações camufladas e outras eventualmente explícitas contra
o Brasil podem refletir negativamente muito de perto para ele. E por que pode se
refletir negativamente? Por que os estadunidenses não aguentam mais
intervenções e guerras e necessitam dos produtos brasileiros. Além do que, há
um respeito entre intelectuais e políticos democratas pelo Brasil, e também pelo
seu posicionamento internacional e sua cultura.
Seria o momento ideal dos brasileiros saírem às ruas com bandeiras, faixas e cânticos defendendo o Brasil para os brasileiros, mas parece que, diante das eleições, falta movimentação social para isso. Além das eleições para os próximos dias, os sindicatos e associações profissionais já deveriam movimentar o povo brasileiro em defesa do país, nossa maior riqueza e nossa maior arma contra qualquer país que ouse nos ameaçar.
O Brasil está sendo ameaçado, suas riquezas são cobiçadas e a extrema direita nada faz ou fala em defesa do Brasil, se revelando entreguista sem qualquer pudor. Trabalham contra as nossas riquezas, contra o Brasil e contra o povo!
Comentários