UM PAÍS QUE AINDA PRECISA SE LIBERTAR

Com a independência, o Brasil já esteve próximo de realmente se libertar, mas um conchavo entre o Imperador Dom Pedro I e dois grupos políticos, os restauradores e os nacionalistas, fez com que os nossos colonizadores fossem substituídos por uma casta brasileira, sem tratar de questões nacionais de profundidade, como em relação aos povos indígenas e os pretos escravizados e libertos. Houve só a substituição daqueles que nos exploravam. Saíram os portugueses e entrou uma elite brasileria afeita aos costumes e luxos europeus.

O tempo foi passando e questões básicas, que serviriam para incutir a todos a noção de brasilidade e de nacionalidade, não foram devidamente cuidadas pelo império que surgia.

O resultado vemos até hoje, com uma grande parte da elite política, econômica e do serviço público, incluindo enorme parte da classe média, se aproximando do modo de vida das potências capitalistas e também dos interesses dos países imperialistas e afastando-se das questões legitimamente brasileiras. Entrega-se nossas riquezas, retarda-se ao infinito o nosso progresso científico e tecnológico e a injustiça social vai se sedimentando, alargando e consumindo o que resta de brasilidade.

Somente uma revolução verdadeira, de baixo para cima, ou uma guerra que faça com que todos reflitam sobre a essência da brasilidade, será capaz de transformar nossas elites política, do serviço público civil e militar e também econômica para, por consequência, libertar o Brasil das amarras do atraso.

Peço todos os dias para que o país e seu povo não sofram ainda mais e que o destino do país brilhe logo à frente, sem sangue, sem injustiças, mas com muita sabedoria.

Comentários

AGÊNCIA PÚBLICA

AGÊNCIA PÚBLICA
COMPROMETIDA COM O PÚBLICO