SER HUMANO, UM SER ABSOLUTAMENTE MATERIAL?

O ser humano vive em qual plano? No mundo material, onde desejos, prazeres, posse, poder, riqueza e também necessidades vitais, sempre individuais, dominam sua mente, ou no plano energético ou espiritual, onde se pensa nos planos das conexões de vidas, no acolhimento, na solidariedade e no amor como condutor?

Há três centenas de milhares de anos poderíamos dizer que os humanos eram extremamente materialistas. A sobrevivência e a procriação eram as únicas e grandes buscas.

Com o avanço dos agrupamentos de famílias, a crença no mundo Espiritual e naquilo que se chamaria de religiões começa a surgir. O mundo Espiritual e o material coabitavam o mundo vivido pelos humanos e aquele poderia proporcionar mudanças no mundo material e no dia a dia das pessoas. De início, era um sistema do estilo xamânico, até hoje existente em praticamente todos os continentes.

Xamãs e lideres religiosos detinham poder nas comunidades. Elementos da natureza, como plantas, pedras e até animais, serviam como elo de ligação com o mundo invisível. O pensamento persistente na possibilidade do mundo abstrato torna-se mais intenso.

E alguns humanos passaram a pressentir acontecimentos, situações e até pensamentos alheios, ao mesmo tempo em que podiam intuir métodos de cura.

E, passadas duas centenas de milhares de anos, há quem fale que a vida humana é apenas física, concreta, e só. Morto, o homem voltaria ao pó, ao barro, à natureza. Sim, o corpo físico se desfalece, mas não a Alma, a nossa essência que mescla quem somos, a nossa individualidade, com o Todo e o Criador.

Quanto mais apegados à matéria nos tornamos, menos sentimos e percebemos outros mundos que nos rodeiam e regem a nossa existência.

Quanto mais espiritualizados nos transformamos, menos daremos vazão aos problemas e às perversidades do egoísmo, típicos da materialidade doentia.

Ser um ser profundamente espiritualizado não é fácil em uma sociedade que celebra modismos, egoísmos, superficialidades e o desprezo por outras vidas.

Particularmente, penso que o ideal é a espiritualização intensa, mas sobreviver assim em um mundo recheado de maldades não é fácil.

O mundo dos homens, assim como da Lenda Budista do Rei Macaco, está no meio termo entre os mundos dos Céus (sim, no plural) e das Trevas (também no plural), cabendo a nós dosar toda a sabedoria espiritual (sempre no sentido amplo, abrangendo toda espécie de conhecimento que transcende o plano físico) com as necessidades (e seriam apenas essas) físicas.

No mundo das guerras, não cabe ao homem apenas falar em paz, mas, em um primeiro momento, garantir esta pelos meios humanos e também pelas Esferas Superiores. As curas estão próximas tanto do xamanismo, de métodos energéticos, como dos avanços científicos, todos eles ligados aos conhecimentos das mais amplas formas.

Pode se afirmar, assim, que o humano é  absolutamente material?

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