Muitos que integram, hoje, a extrema direita não têm a natureza dela. Podem tê-la integrado por alguma decepção, algum descuido ou mera ingenuidade. E assim como entraram, podem dela sair.
Há um ou outro político menos cruel na extrema direita. Nem todos são egoístas, ardilosos, mentirosos ou egoístas.
A Damares Alves, uma senadora polêmica, não pelas suas falas no Congresso, mas do passado, como a que teria visto Jesus em uma goiabeira (algo que para mim não parece ser grave e que revela nela o anseio e a vontade de encontrar a verdade que Cristo representa), pode ter posições conservadoras, como muitos ditos esquerdistas têm, mas ela tem uma qualidade, a de não exalar ódio.
Quando alguém não demonstra odiar o diferente, já é um grande passo, criando a oportunidade para a construção e o diálogo. E a esquerda deve aproveitar essa oportunidade para construir a possibilidade de reconstrução do país dividido.
O Brasil se manter social e politicamente dividido só interessa a dois grupos. Um que é o que tira vantagem disso, e enorme vantagem, colocando-se no centro da política e ganhando muito, mas muito dinheiro com isso tudo. Tem uma família que todos conhecem, e não preciso citar nome aqui, que faturou alto com essa divisão absurda entre esquerda e direita. O outro grupo é dos estrangeiros que querem um Brasil pequeno e fragilizado, que não pense em propostas para o seu crescimento, mas que permaneça nessa luta insana entre esquerda e direita e, com isso, frágil para ações imperialistas, como representa Trump.
Se queremos sair disso, precisamos construir diálogo com o outro lado, e há brasileiros que ainda querem um Brasil grande, mesmo estando - segundo a minha visão - errônea e temporariamente na extrema direita.
Não tenho ódio algum pela direita, mas a extrema direita representa o ódio, a aversão ao racional, o resgate histórico das maldades havidas e das injustiças que foram praticadas ao longo da história da humanidade. É o monstro criado para destruir o que a humanidade levou muito tempo para erguer e sedimentar.
Assim, não podemos esquecer da força descomunal do diálogo. Só ele diminuirá a força dos que querem destruir o Brasil, de dentro e de fora, e permitirá a necessária e imediata união nacional.
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