imagem: Uninter
Penso que só o nacionalismo liberta não só o país, mas as pessoas do jugo e também do julgo autoritário. O inverso do nacionalismo é o imperialismo, a submissão e a prisão ao outro que se considera superior. No nosso país, e sob essa perspectiva, o nacionalismo é o encontro com as raízes do
Brasil associado à liberdade individual e também nacional (do País e de todos os brasileiros).
Mas não é qualquer nacionalismo que liberta, reconheço.
Há um texto muito esclarecedor e que tomo a liberdade de transcrever o seu trecho inicial, de autoria de Larissa Ormay (especialista em gestão de políticas públicas de ciência, tecnologia e inovação, bacharel em direito, mestre em ciência política e doutora em ciência da informação), publicado no site Opera Mundi sob o título "Nacionalismo e Pertencimento" (clique aqui para ler na íntegra).
"Em 18 de julho de 2026, Breno Altman gravou um programa especial sobre nacionalismo para membros do canal de Opera Mundi no YouTube. A explanação reconstituiu a trajetória do nacionalismo ao longo dos últimos 250 anos a partir da obra de Jean-Jacques Rousseau, que considerava a nação como uma comunidade política. Sucederam-se grandes marcos do nacionalismo revolucionário – como a fundação dos Estados Unidos da América (1776), a Revolução Francesa (1789) e a Primavera dos Povos (1848) – até ocorrer uma inflexão: no final do século 19, houve uma transição do nacionalismo liberal para o nacionalismo imperialista, passando-se da ideia de “nação livre” para “nação superior”. Essa mudança abandonou o caráter de libertação que havia motivado os jovens nacionalistas no início do século 19 e que, mais tarde, influenciaria as lutas anticoloniais do século 20. Desde então, a abordagem do nacionalismo com base na “nação superior” tem se apoiado no racismo para oprimir nações que seriam 'inferiores'".
Assim, o nacionalismo a ser defendido tem que ser o verdadeiramente libertador de quaisquer amarras imperialistas, racistas e preconceituosas, para o indivíduo e o País, como acredito e defendo. Só o nacionalismo é capaz de redescobrir a história real, apagada ou escondida, a ponto de nos trazer ao presente o verdadeiro senso de brasilidade, tão necessário para o sentimento de Nação (pertencimento).
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