DESABAFO: A TRAIÇÃO QUE ENOJA


Me enoja perceber que há tantos entreguistas entre nós. Sim, são muitos. Faltam-lhes brasilidade e principalmente caráter e honradez. Não amar a terra que lhes propiciou tudo o que têm é falta de respeito e lealdade, acima de tudo.

Quando percebo que estou defronte de um entreguista quinta-coluna, não me contenho, e falo de uma característica do exército brasileiro que assusta os militares gringos, a degola que praticou por tantos anos, a começar na guerra do Paraguai e passando pelas revoltas internas, como Canudos. Essa degola tão praticada, e que soa horrenda como realmente é, ainda assusta os traidores da Pátria, como pena que pensam que lhes poderia ser aplicada (e que em tempos atrás foi aplicada a brasileiros dignos em revoltas internas).

Em um único dia conheci dois motoristas de aplicativo extremamente desapegados do país, da brasilidade e do mínimo da ombridade. Diziam que apoiavam a invasão do exército "americano" no país. Como assim? Isso foi o suficiente para me irritar e numa verborragia narrei o que aqueles militares, a mando de seus governantes de plantão, fizeram a tantos povos. Napalm, agente laranja, bombas atômicas, destruição deliberada de hospitais, escolas, universidades, pontes, reservatórios de água... Assassinatos, tortura. Matança generalizada de mulheres e de crianças pequenas. Prisões para suspeitos. Os Estados Unidos ensinaram a eugenia aos nazistas e passaram a adotar os métodos destes nas guerras pós segunda guerra mundial. Colocaram os nazistas em postos de liderança na Alemanha Ocidental e na OTAN (NATO) e muitos outros foram contratados a peso de ouro como cientistas nos Estados Unidos. Estes apoiaram o apartheid na África do Sul e o sionismo genocida. Os Estados Unidos, à época da Segunda Guerra, trilhavam o caminho do bem e da amizade, mas depois voltaram-se ao pior que poderia existir, e causaram enorme mal ao planeta, aos povos e à humanidade. E há babaca (não há outro termo para definir pessoa traiçoeira à pátria) que defende a invasão do seu próprio país por aqueles.

Para mim traidor da pátria não é ser humano nem apenas e simplesmente burro. É rato no pior sentido do termo. É traiçoeiro, vil e nojento. E a eles deve ser reservado o pior castigo, o pior tratamento, antes mesmo do inimigo que aqui tenta invadir. Não são dignos de aqui coabitarem.

Enquanto o traidor é um extremado covarde, o soldado brasileiro é mestiço de indígena, negro e imigrantes, e na hora do combate mostra-se valente e destemido. Pode não ser tão determinado quanto o iraniano ou o vietnamita, mas é tão valente quanto, e suas ações surpreendem a todos, principalmente o inimigo.

O Brasil é uma das terras especiais do globo, sem guerras, com poucas catástrofes naturais e abundante em natureza e simpatia e que acolheu muito bem os imigrantes espontâneos, mas tendo uma dívida moral e econômica com os povos originários sobreviventes e os descendentes de escravos que foram conduzidos a força para cá, tratados sempre como cidadãos de última categoria.

Enquanto o Brasil não resolver esse passado obscuro, de abandono de seus povos raízes,  indígena e preto escravo, estará sujeito a ser facilmente recolonizado ou a ser vítima das vontades do império de plantão, por conta de uma parcela da elite que se sente estrangeira e de falsos brasileiros que nunca nutriram amor pela Pátria. É o reencontro com as nossas raízes e a solução de injustiças praticadas por séculos que nos trará a integração para a formação de uma Pátria sem paralelo no ocidente. É a brasilidade que nos permitirá enxergarmo-nos como iguais, simplesmente brasileiros, e que nos dá e dará força para nos desenvolvermos ao modo brasileiro, tão diferente do capitalismo neoliberal imperialista que está a sufocar o planeta em que habitamos. E poderemos propiciar tratamento digno a todos os brasileiros.

Precisamos de um sistema nosso e de um modo de ver também nosso, que permita ao mundo outras possibilidades além da destruição de povos, matas, rios, mares, água potável e ar, como temos presenciado. Como um enorme país tão repleto de riquezas naturais, talvez essa seja a nossa grande missão. Os povos excluídos, em especial o originário, poderá nos ajudar a dar novos rumos para tratar com respeito todos os que integram essa grande aldeia e a própria mãe natureza. A sabedoria ancestral jamais poderia ter sido esquecida.

Os traidores? Esses devem ter o fim que merecem. Melhor não vermos nem sabermos. Mas nem eles sabem quem são, de onde vieram e qual o seu papel no mundo. Mas a gente sabe qual o tipo de papel que representam. Que nojo!

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