BASES MILITARES BRASILEIRAS NO ATLÂNTICO SUL. NECESSIDADE E POSSIBILIDADE.

O Atlântico Sul é a zona onde se escoa os nossos produtos para exportação e o que importamos. Saem ou chegam dos portos 95% do que exportamos e 60% do que importamos.

E por isso é uma área estratégica para a economia brasileira, e o Brasil tem interesse de que seja uma zona segura, livre de conflitos e ameaças externas.

Em meio à pressão estadunidense e à possibilidade de os Estados Unidos fazerem um bloqueio naval aos nossos portos, o Brasil precisa agir com rapidez para minimizar tal risco.

Uma maneira é negociar com países da África Ocidental, para que se aumente a presença da força naval e missilística desses países, bem como do Brasil .

Outra forma é montar bases em nossas ilhas, para que nossa força militar possa afastar inimigos. Mas aonde poderiam ficar tais bases?

A ilha ideal para garantir a segurança do Atlântico Sul, por se situar quase no centro da distância entre América do Sul e África, é a de Ascensão, descoberta por navegador português, mas que é de domínio britânico, onde há uma base aeronaval da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos.

Porém, a estratégia não está perdida e o Brasil possui duas ilhas menores que podem ser utilizadas como bases, uma aeronaval (Fernando de Noronha) e outra naval e de drones de ataque (Trindade).

A ilha de Fernando de Noronha, no nordeste, tem 10 quilômetros de extensão e se situa a 360 quilômetros do Rio Grande do Norte e a 2.400 quilômetros do litoral africano.

A ilha de Trindade tem 7,2 quilômetros de comprimento e fica no sudeste brasileiro, a 1.150 quilômetros do litoral brasileiro e a 4.200 metros do litoral da África. É uma ilha irregular com terreno acidentado, sendo inviável, nessas condições, construir-se um aeroporto militar.

A Ilha de Fernando de Noronha, um santuário ecológico, comporta uma base aeronaval e de mísseis e drones, se situando numa área estratégica.

A ilha de Trindade, menor e que não comporta uma base aérea, permite uma pequena base naval e base estratégica de mísseis e de operação de drones.

Para que bases brasileiras possam ser asseguradas exclusivamente por forças brasileiras, precisamos desenvolver para ontem mísseis de longo alcance e drones de alta precisão. Podemos fazer acordos de transferência de tecnologia com países dos BRICS, ao mesmo tempo em que celebramos parceria de desenvolvimento de tecnologia entre universidades públicas e privadas com as Forças Armadas e empresas de defesa. Também temos que finalizar o quanto antes o primeiro submarino de propulsão nuclear, que em quantidade ideal é arma vital e estratégica para que possamos assegurar um atlântico sul seguro.

Caso as Forças Armadas analisem que a produção nacional demanda mais tempo, poderá adquirir mísseis e drones, com transferência de tecnologia, de países aliados, preferencialmente membros dos BRICS.

Uma outra opção é estabelecer uma base aeronaval em Fernando de Noronha com forças brasileiras, latino-americanas, africanas e russas e chinesas para assegurar o livre trânsito no Atlântico Sul. Obviamente há que se ter preocupação com o meio ambiente e evitar maiores danos ambientais na construção e operação da base necessária para a segurança estratégica brasileira.

Ainda dá tempo de assegurar os nossos interesses, e já temos que começar a trilhar o caminho para suceder os hoje decadentes Estados Unidos não como a grande potência capitalista do globo, mas como a potência do ocidente.  Nenhum outro país do ocidente reúne todas as seguintes características do Brasil: a) posição estratégica privilegiada; b) enorme extensão territorial; c) grande população; d) grande mercado consumidor; e) grandes reservas de minérios, terras raras, urânio e tório; f) maior reserva individual de água potável do globo; g) grande produção agrícola e de proteína; h) pacifista e afeito ao diálogo.

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