O Ministro da Defesa, José Múcio, parece não levar a sério o risco dos Estados Unidos fecharem nossos portos e acabarem com o nosso comércio, e diz, em tom de brincadeira - de péssimo gosto - que "abrirá os portões aos Estados Unidos", porque não haveria como enfrentá-los, e argumenta que o Brasil precisa investir mais em defesa.
O Brasil precisa investir melhor, comprar prioritariamente produtos nacionais, fomentando nossas indústrias e, urgentemente, fazer parcerias com Irã, China, Rússia, Coreia do Norte e Índia para fabricar mísseis de longo alcance no Brasil; e outras parcerias com China e Rússia para nos aperfeiçoarmos na guerra eletrônica e em hackeamento, além de usarmos o sistema de geolocalização deles. E devemos desenvolver, para ontem, o submarino de propulsão nuclear.
Vamos usar nossos engenheiros, nossas universidades, nossa capacidade industrial ociosa, nossa capacidade inventiva. Fomos nós que criamos os aviões. Fomos nós que inventamos técnica moderníssima de enriquecimento de urânio. Fomos nós que, mal agasalhados, enfrentamos tropas italianas e alemãs no inverno e as vencemos. Fomos nós que fabricamos um tanque de guerra barato, ágil e super resistente, sucesso de vendas antes da guerra do golfo. Vamos fabricar o que precisamos, com ajuda tecnológica inicial do exterior, se necessário.
Correndo contra o tempo, em alguns anos estaremos preparados a defender exitosamente o nosso território.
Drones altamente tecnológicos nossos engenheiros têm competência para fazê-los imediatamente, alguns dos melhores, por sinal. E não podemos permitir que as poucas indústrias bélicas nacionais sejam vendidas ao exterior. Temos que fazer encomendas e apresentar projetos que interessem às nossas Forças Armadas. Temos que ter planejamento, Sr. Múcio. Só pedir dinheiro é fácil, mas para que? Comprar armas de nosso potencial agressor, que, além de saber exatamente como os itens funcionam, poderá impedir a reposição de peças? Usar as armas do inimigo numa guerra, Sr. Múcio?
E precisamos revogar a licença de exploração de terras raras por indústrias estadunidenses, bem como revogar a cessão da base de Alcântara. São temas sensíveis aos Estados Unidos e temos que ter a ousadia de fazê-los. Não podemos brincar com o inimigo.
Temos que avaliar minuciosamente o trabalho das ONGS estadunidenses e dos demais países membros da OTAN em nossa floresta amazônica. É possível que, graças à falta de fiscalização, façam tráfico biológico e até espionagem.
A prioridade é a guerra assimétrica. E nisso somos bons. A técnica de guerrilha usada em Canudos deixou nosso Exército surpreso e perdido, até a quarta e última batalha, onde foi utilizado um sistema moderno de canhão (alemão), que garantiu a vitória às forças federais.
O Irã tem pouco mais da metade do nosso orçamento e colocou os Estados Unidos de joelhos, mas vêm se preparando para isso desde a revolução de 1979.. Devido à nossa imensidão temos que investir mais, e melhor, em ítens que sejam capazes de afastar nossos inimigos, e não necessariamente para lutarmos de igual para igual, pois não há como faze-lo, pois não estamos falando de qualquer país, mas da maior potência bélica da atualidade. O Brasil pode se defender, mas tem que investir rapidamente em centenas de milhares de ítens dissuasorios, como mísseis inteligentes e drones de longo alcance. Ítens básicos para a guerra moderna a que os Estados Unidos não estão tão bem aparelhados.
A Avibras pode ajudar. Outra prioridade tem que ser fomentar as indústrias bélicas nacionais, urgentemente.
O senhor Múcio tem que observar que os Estados Unidos sempre foram belicistas e que, por estarem decadentes, estão impondo ainda mais suas vontades pela força e, para piorar, atualmente estão sendo comandados por políticos refratários ao diálogo e absolutamente inconsequentes. O perigo é grande e imediato!

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