A POLÍTICA EXTERNA DOS EUA TEM SIDO UM ABSOLUTO DESASTRE E O RESPONSÁVEL DIRETO TEM NOME

A política externa dos Estados Unidos tem sido um desastre em todos os sentidos.

Trump foi eleito prometendo não entrar em novas guerras, tirar os Estados Unidos da guerra da Ucrânia e a por fim à guerra de Israel contra o povo palestino, mas não cumpriu nada disso. Continuou a vender armas, a colocar oficiais e políticos à disposição do governo Zelensky, a colocar a inteligência estadunidense e dados satelitais a serviço dos ucranianos e a permitir que milhares de estadunidenses se voluntariassem como mercenários na guerra contra a Rússia. Ao mesmo tempo, continuou a vender armas a Israel, a fornecer informações de inteligência e satelitais e a enviar sistemas de defesa anti-aérea, em detrimento de parceiros, como europeus, japoneses e coreanos. Tentando colocar os países latino-americanos de joelho, bombardeou incessantemente navios de pesca na costa Venezuelana e no Caribe, atingindo pescadores colombianos e venezuelanos, afirmando sem provas que eram traficantes internacionais, invadiu a Venezuela e sequestrou o presidente Nicolas Maduro, assassinando os cubanos da guarda pessoal, possivelmente através de significativo suborno às autoridades venezuelanas, como desconfiam diversos analistas militares dos Estados Unidos e do Brasil. Não bastasse isso, o governo Trump iniciou uma guerra, ao lado de Israel, contra o Irã sem ter uma estratégia definida, além do já conhecido bombardeio incessante. Foi tão intenso que os mísseis acabaram. Obviamente essa tática de assassinato da liderança e bombardeio de áreas civis não deu certo e a população iraniana passou a apoiar o seu governo contra os Estados Unidos, e a jovem liderança da Guarda Revolucionária passou a atuar de forma mais eficaz e eficiente, sem tantas limitações que sofriam antes.

Mas os erros de Trump não param nas guerras. Estão também nas provocações e nos tarifaços. Com suas ações e declarações, ele consegue afastar parceiros históricos, como os europeus, os sul coreanos, os sauditas e os omanis. E parece estar prestes a conseguir o mesmo com os brasileiros e mexicanos. Quem ganha com isso são os chineses, que ampliam suas parcerias comerciais e tecnológicas. Quem perde é o povo dos Estados Unidos.

Com tudo isso, cresce a inflação, o custo de vida, o preço do combustível e produtos usados pela indústria dos Estados Unidos. A recessão é questão de tempo, já não bastasse o número elevado de pessoa em situação de rua, os de dependentes de drogas e dos que não conseguem pagar um plano de saúde. A tendência é os Estados Unidos exportarem menos, com as substituições que significativa parte dos países que sofrem com os tarifaços já estão fazendo. Enquanto isso, a reserva estratégica de combustível atinge o mínimo histórico, evidenciando que a ação de utilizar tais reservas para evitar o aumento do preço de combustível internamente não pode durar mais tempo, além, obviamente, do risco estratégico que isso acarreta. O drama já está presente no dia a dia dos estadunidenses, e o caos se aproxima. Não bastasse isso, os Estados Unidos sofreram a maior humilhação militar de toda a sua história em poucos dias na guerra contra o Irã. Um país empobrecido pelas décadas de sanções conseguiu obliterar radares caríssimos, aviões de reabastecimento, a quase totalidade  das bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio e arruinou uma tentativa muito mal planejada dos Estados Unidos de subtrairem urânio enriquecido iraniano. Além disso, demonstrou aos países árabes do golfo que os Estados Unidos não são capazes de protegê-los, preterindo-os em favor de Israel, fechou o Golfo de Ormuz e conseguiu afetar o preço do petróleo em todo o globo. Trump foi continuamente humilhado por esses seis meses de guerra.

Os responsáveis diretos desse desastre político, militar e econômico têm nomes e cargos: Marco Rubio, Secretario de Estado, Pete Heghset, Secretário de Guerra, e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. E, como se não fosse suficiente tamanha vergonha, esse trio continua a fazer provocações à América Latina, em especial ao Brasil.

Será que o Brasil, com sua diplomacia profissional, e mundialmente respeitada, conseguirá driblar os arrogantes, obtusos e irracionais Marco Rubio, Pete Heghset e Donald Trump? Esses durarão quanto tempo? Aliás, quanto tempo a sociedade estadunidense e os políticos e militares suportarão passar tanta vergonha e se ver empobrecidos e humilhados?

O eleitorado democrata e parcela significativa dos republicanos, principalmente do grupo do America First, tende a não perdoá-los nas eleições de meio de mandato, que está para ocorrer daqui 3 meses. Vários analistas afirmam que ou Donald Trump tende a sofrer processo de impeachment ou, mesmo com baixa popularidade, tentará dar um golpe político em novembro. Penso que se essa última alternativa for tentada, não se sabe até aonde chegarão as consequências, podendo haver o início de uma sublevação ou guerra civil ou até mesmo o inédito afastamento de Trump pelas Forças Armadas, a fim de manter a Nação unida e a ordem Democrática respeitada, com a subsequente posse do vice-presidente.

O futuro de Marco Rubio, Pete Heghset e Donald Trump pode se limitar ao retorno aos seus Estados de origem, sem maiores ou equivalentes pretensões políticas, e isso pode se dar em poucos meses, a depender das eleições de meio de mandato. E não faltarão processos judiciais responsabilizando-os.

Durante esses meses que faltam, Rubio tentará de tudo para facilitar a vida de Flávio Bolsonaro. Mas Trump, vendo os incessantes graves erros de seus Secretários da Guerra e de Estado, permitirá que esses dois coloquem o seu próprio pescoço a prêmio, ou tentará colocar a culpa dos seguidos erros nas contas dos verdadeiros responsáveis, esses desastrosos Secretários, tentando diminuir a chance de derrota eleitoral de meio de mandato e até mesmo a de sofrer um processo de impeachment?

Se o Brasil souber jogar o jogo diplomático, e sabe, pode dar um xeque-mate! O problema, no entanto, é se o Brasil conseguirá se proteger das seguidas tentativas ilícitas dos EUA de favorecer o candidato vendido aos interesses estadunidenses. A diferença necessária aqui quem pode fazer é apenas o povo brasileiro em defesa do Brasil e dos interesses exclusivos de nosso país! Mas o povo defenderá, como deveria, os interesses brasileiros contra o interesse neocoloniais do imperialismo em decadência?

Há muitas questões em jogo, internas e externas, tanto lá como cá!

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