Ao contrário do que vimos em A Odisséia, hoje os líderes guerreiros ocidentais se apequenaram e não nutrem o mínimo senso de justiça, a eles importando a vitória a qualquer custo. O resultado disso é a moral baixa, literalmente.
Vemos o líder estadunidense Trump determinando o bombardeio de áreas civis no Irã, matando mais de mil e quatrocentas pessoas. Hospitais, universidades, residências, pontes e até escolas foram atingidas. Em uma delas, morreram 168 pessoas, quase a totalidade de pequeninas meninas que estavam em salas de aula. Trump ainda disse - impunemente - que exterminaria uma civilização inteira.
O líder sionista Netanyahu parece ser ainda mais cruel. Também ataca escolas, universidades, hospitais, prédios de organizações humanitárias, prédios de canais de televisão, assassina médicos, jornalistas e pessoal humanitário da própria ONU. Até crianças em fila, esperando por comida, são executadas a sangue frio. É o genocídio mais recente e o único - até agora - transmitido em redes sociais, ao vivo.
Nenhum desses líderes se equivale a Ulisses (ou Odisseu). Eles são pequenos demais e falta-lhes a consciência que serve de canal com os deuses. Sobra-lhes a maldade e a sede de poder e de riqueza, aproximando-os dos monstros crueis e sem qualquer humanidade que surgem no filme.
Como na Odisseia, monstruosos que são, Netanyahu e Trump assustarão e farão muitas maldades, mas desaparecerão nas mãos de grandes homens que lutam por ideais e por justiça, e desaparecerão, sem nomes, sem pompas, e sem indicação precisa nas páginas da história da humanidade.
A Odisseia marcou a história do que se chama de Ocidente, como se este fosse recheado de grandes feitos e de homens nobres.
Mas, hoje, vemos de perto o fim da Odisseia ocidental; o fim dos valores morais e éticos, com líderes guerreiros rendidos aos interesses financeiros dos que comandam, invisivelmente, os Exércitos e as Nações. Não há mais como o ocidente ditar as regras. O ocidente se transformou nos pesadelos e nos monstros que põem a humanidade em perigo.
Os herois não virão da antiga Grécia, que é hoje apenas história, nem dos países europeus ou dos Estados Unidos, que tanto mal (cruzadas, inquisições, escravidão, colonialismo, imperialismo moderno...) fizeram ao mundo ao longo dos tempos. Os pequenos, mas gigantescos herois, virão da Ásia, da África e do sul Global, onde o Brasil está incluído.
São os países dos escravizados, dos colonizados, dos que sofreram as dores provocadas pelos impérios modernos que terão a sensibilidade humana e consciência necessárias para fazer render histórias grandiosas, repletas de ética e de grandeza humana.
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