UMA AMÉRICA LATINA UNIDA PODERIA SE DEFENDER DAS AÇÕES MILITARES E DE INTELIGÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS, JÁ EM PROCESSO DE DECADÊNCIA.


Ao contrário do que dizem muitos, penso que poderíamos vivenciar um momento único de liberdade da chanada América Latina, se uma pequena circunstância fosse diferente da realidade.

Voltemos um pouco no tempo.

Sob o domínio de Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Países Baixos, as Américas Central e do Sul vivenciaram exploração, escravização e extração descomunal de suas riquezas naturais.

Após a queda das potências coloniais, os países da região passaram a sofrer forte influência e pressão econômica da Inglaterra e da França.

Enquanto isso, os Estados Unidos declaravam sua independência e começavam a se expandir para o oeste, para a América Central e Pacífico, tomando à força e comprando terras da Inglaterra, da França, do México, da Espanha e da Rússia. Tornaram-se imensos e com territórios espalhados pelo globo. Ao mesmo tempo, impuseram aos europeus o que ficou conhecido como "Doutrina Monroe", de América para os Americanos, ou seja, advertiram os europeus de que não poderiam mais ter colônias no continente, o que inicialmente soou como bravata, considerando-se os territórios que permaneceram principalmente com os ingleses e franceses, então potências imperiais globais, e o Reino da Dinamarca (Malvinas, Anguilla, Bermudas, Ilhas Cayman, Geórgia do Sul, Sandwich do Sul, Turks, Caicos e Ilhas Virgens Britânicas - da Inglaterra; Groenlândia - da Dinamarca; e Guiana Francesa, Guadalupe, Martinica, São Martinho, São Bartolomeu, São Pedro e Miquelão - da França).

No século XIX os Estados Unidos se tornaram relevantes na produção industrial e bélica, com guerras e vendendo armas a outros países.

Os impérios europeus começaram a decair com a primeira guerra mundial e os Estados Unidos a crescer em relevância mundial. Com a segunda guerra mundial os Estados Unidos se tornaram, definitivamente, a grande potência ocidental e capitalista.

Hoje, no entanto, os Estados Unidos, com o neoliberalismo, iniciaram uma queda vertiginosa de relevância geopolítica e econômica, cedendo espaço para a China. Porém, militarmente, os Estados Unidos continuam a ser uma potência de influência global, ao contrário da Rússia e China, que possuem forte aparato militar, mas regionalizado.

Com a guerra contra o Irã, em 2026, os Estados Unidos começaram um não alardeado debacle militar, inclusive.

Com uma indústria bélica condicionada à questão da lucratividade e não ao interesse do país e extremamente corrupta, os armamentos dos Estados Unidos têm um desenvolvimento tecnológico avançado se comparado à América Latina, Europa e África, mas lento em relação à Rússia, China e até mesmo o empobrecido Irã. Ademais, a produção na Rússia e China é superior em ritmo de produção.

Com estratégia e equipamentos relativamente baratos, os iranianos impuseram uma derrota estratégica a Donald Trump, com ataques pontuais e destruição de quase todas as bases estadunidenses no Oriente Médio, aniquilação de radares de 1 ou 2 bilhões de dólares, abates de quase 50 aeronaves militares e ataques com danos a diversas embarcações militares dos Estados Unidos, além de imporem o bloqueio naval ao Estreito de Ormuz, afetando os interesses energéticos de todo o ocidente ampliado.

Essa situação evidencia que o Império está desesperado, desnorteado e que ações milimetricamente planejadas poderiam colocá-lo de joelhos perante uma América Latina política e militarmente unida (desde que com treinamento e estratégia militares adequadas).

Porém, com tantas Nações aderindo ao entreguismo, como Equador, Argentina, Chile, Peru, Paraguai, Bolívia e El Salvador, a União da América Latina por uma independência efetiva torna-se impossível.

O momento seria único em relação à decadência dos Estados Unidos, mas o entrave é a existência de Nações entreguistas. O entreguismo pode ser resultado de ações pontuais dos Estados Unidos de acusarem falsamente governos de esquerda de corrupção, ligação com o narcotráfico e até escândalos sexuais. Nisso, os Estados Unidos foram muito exitosos.

Desta forma, a defesa individual dos países que se recusam a aderir ao jugo do império torna-se inócua, frente ao poderio militar e de inteligência ainda enorme dos Estados Unidos.

Mas a união militar dos países dos continentes sul-americano e da América Central deveria ser uma realidade, como já imaginava e planejava José Dirceu, político ligado ao Partido dos Trabalhadores e alvo da Lava-Jato, uma maquinação judicial orquestrada por juiz e procuradores da República com pretensões políticas e municiados de informações cedidas pela CIA e pelo FBI, contra políticos, empresas multinacionais brasileiras, militares nacionalistas e juízes de cortes superiores.

Comentários