O BRASIL SOB PRESSÃO E ATAQUE PODE SE SAIR AINDA MAIOR

NESTE MOMENTO DEVEMOS ENCARAR OS ATAQUES DE FRENTE, AO MESMO TEMPO QUE BUSCAMOS ALTERNATIVAS. OS ATAQUES SÃO SIMULTÂNEOS, VINDOS DE VÁRIAS FRENTES QUE EVIDENCIAM ESTAR SOB UM ÚNICO COMANDO E COM UM ÚNICO INTERESSE: AS RIQUEZAS DO BRASIL.

foto: menina brasileira - Pixabay

Não é de hoje que este blog dizia que o Brasil estava sob ataque, e que reproduzia nas minhas intervenções no VAMOS FALAR DE GEOPOLÍTICA que fazia na VAMOS TV (recomendo que vejam o vídeo que pode ser acessado ao clicarem aqui). O programa que fidelizou tanta gente, infelizmente, está pausado por problemas técnicos, falta de tempo e alguns outros.

Nossa mestiçagem, nossa negritude, nossas raízes milenares pouco conhecidas (vide tese de Niede Guidon sobre a vinda para cá de povos africanos há 30 mil anos), nossos povos originários, nosso sincretismo e nosso poderoso "soft power" criado sem estudos ou pretensões são apenas um traço da nossa força moral e psíquica, e temos que nos lembrar disso, sempre! 

Voltemos ao tema e no tempo. O presidente argentino Javier Milei se associou à extrema direita israelense, no poder há vários anos, para aumentar a influência política, cultural e econômica de Israel na América Latina. A isso se deu o nome de Acordos de Isaac, ao estilo dos Acordos de Abraão do Oriente Médio, criado por Trump e hoje paralisado.

Posteriormente foi descoberto o Honduras Gate, onde Estados Unidos, Israel, Honduras e Argentina tramaram interferência na América Latina para garantir que o continente esteja controlado pela extrema direita. 

Eduardo Bolsonaro que coordena a campanha internacional de seu irmão, recebeu o "green card", que permite a ele viver nos Estados Unidos. Das duas, uma. Ou pagou um alto valor para isso (com que dinheiro?) ou recebeu em contrapartida pelos serviços prestados a Trump. 

Aquele mesmo Milei veio ao Brasil para o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro e atacou, de frente, o Brasil, o Supremo Tribunal Federal, o Ministro Alexandre de Moraes e o Presidente Lula. Isso em terra brasileira. E ainda acusou o governo Lula de atacar a Argentina.

Que ataque fizemos? Ao futebol, Sr. Milei? Quem faz ataques sucessivos ao Brasil é a sua presidência, inconsequente, radical e entreguista, Sr. Milei. 

Eu que amo a Argentina, tenho que reconhecer que os argentinos criaram uma péssima imagem ao longo dos tempos com os seus ataques racistas, também disseminados durante a Copa e viralizados na internet. Embora tradicionalmente cultos, em uma Buenos Aires então repleta de livrarias e sebos, hoje os argentinos deixaram-se governar por um idiota lunático, muito distante do que os porteños foram ao longo da história, dando espaço aos radicais para que fizessem ataques virulentos de racismo, confessando o que a história daquele país tentou esconder.

A Argentina é importante para o Brasil no aspecto econômico, principalmente pelo Mercosul, sendo o terceiro parceiro econômico, atrás de China e Estados Unidos. Exportamos muita carne, mas também muitos produtos industriais para os nossos vizinhos.

Ao mesmo tempo, a América do Sul, ao contrário do que ocorre com a economia mundial, elegeu diversos presidentes de extrema direita que defendem uma política econômica neoliberal, de entrega de suas empresas e suas riquezas naturais ao capital internacional.

Essa política entreguista e anacrônica interessa aos Estados Unidos, que pretendem se apropriar das riquezas industriais e naturais do mundo e, em especial, do nosso continente.

Ao mesmo tempo, o governo Donald Trump, através do seu Secretário de Estado, Marco Rubio, faz ataques subsequentes ao Brasil. Há um ano atacaram o nosso Judiciário, o Pix, a nossa rua 25 de Março, mundialmente conhecida, e autoridades; aplicaram sanções, ao mesmo tempo em que aumentaram tarifas de importação de produtos brasileiros. Posteriormente disseram querer explorar nossas terras raras. Nesse meio do caminho bombardearam barcos civis no Caribe, invadiram a Venezuela e sequestraram o presidente venezuelano, ameaçando ainda invadir Cuba. Em seguida, a pedido da família Bolsonaro, declararam que o PCC e o Comando Vermelho, mas não as narcomilícias, são grupos terroristas, o que lhes permitiria agir por meio de ações de inteligência, polícia e até com força militar e bombardeios em território brasileiro. Agora, voltaram a atacar o nosso PIX, acusaram o Brasil de trabalho escravo e de comércio desleal, e aumentaram duplamente as tarifas de alguns produtos brasileiros, afetando mais de 6 mil indústrias brasileiras, principalmente de São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, coincidentemente estados bolsonaristas. O governo se apressou em promover ajuda a essas empresas, a fim de evitar falências e desemprego.

Internamente, muitos políticos, sejam deputados, governadores e senadores de extrema direita, além da família Bolsonaro, continuam a atacar o Brasil e o governo federal, numa sincronia com as ações externas.

Por coincidência ou não, Eduardo Bolsonaro optou por residir nos Estados Unidos, em um Estado em que Paulo Figueiredo se esconde da Justiça brasileira e onde Marco Rubio tem uma forte base eleitoral, para atacar frontalmente os interesses econômicos do Brasil, acarretando com isso risco de falência e de desemprego em solo brasileiro. Pressionou por aplicação de sanções aos Ministros do Supremo Tribunal Federal, atacou o sistema eleitoral e o presidente Lula, atacou o PIX e pediu tarifas e mais tarifas. Também implorou para que os Estados Unidos declarassem PCC e CV, e apenas eles, excluindo as perigosíssimas narcomilícias, como terroristas. Coincidência ou não, foi para os Estados Unidos, mesmo país para o qual Vorcaro enviou milhões de dólares  para a conta de uma empresa de um amigo de Eduardo Bolsonaro. E aonde esse dinheiro foi parar? Flávio e Eduardo se recusam a apresentar documentos comprovando a destinação final do dinheiro. 

Sob a batuta de Eduardo Bolsonaro no Exterior, pode estar se tramando algo maior contra o Brasil, e não se trata simplesmente de um golpe de Estado, mas de algo aparentemente ainda mais sinistro, em colaboração com o trio horripilante de Trump, Netanyahu e Milei. Eles não querem apenas a aproximação econômica e a consolidação do eixo do mal na América Latina. Eles querem arruinar o que resta de nossas indústrias e de nossas riquezas. Querem a implantação de um governo neoliberal radical no Brasil que privatize tudo e que permita que os estrangeiros se apossem de nossas riquezas, que se estivessem em nossas mãos poderiam garantir um futuro muito próspero a todos por muitos anos. Para a implementação do plano vão se socorrer não apenas de tarifas e sanções, mas deverão arguir fraude nas eleições brasileiras e praticar até uma possível intervenção pontual, ou bloqueio ou bombardeios a regiões determinadas. O risco é enorme!

Já disse que o Brasil é o quarto pilar estratégico chinês, pois fornecemos muitos alimentos, enorme quantidade de insumos para a criação de animais e muito, muito minério para a indústria chinesa, além de petróleo bruto. Embora estejamos em 11º lugar na lista de países de quem a China mais compra, o fato é que ocupamos posição importante e estratégica, pois fornecemos insumos importantíssimos para o dia a dia dos chineses e das indústrias daquele enorme país e ocupamos uma posição estratégica no Atlântico Sul e no ocidente.

O Brasil pode melhorar e exportar muito mais para a China, mas os Estados Unidos não querem. Primeiro porque somos concorrentes na exportação de produtos agrícolas para a China. Eles querem esse mercado, afastando o Brasil, e o nosso agronegócio não percebeu essa perigosa movimentação. Mais, eles querem sufocar a economia chinesa, dificultando a importação de insumos estratégicos brasileiros para as indústrias chinesas. E para isso podem até agir militarmente, com bloqueio naval contra os nossos portos, impedindo que navios levem e tragam produtos, afetando drasticamente a nossa economia, além da chinesa. E eles querem também nossas terras raras e o nosso poderoso tório, camuflado no meio delas, aquelas tanto para as indústrias de tecnologia e bélicas, como este para a produção de energia condensada e mais limpa.

Os interesses estadunidenses são enormes em nossas riquezas e nosso comércio, tanto para deles se apossar, como para prejudicar a China. E as eleições são a data vital para eles.

Os Estados Unidos tentaram mandar dois burocratas para "analisar" as urnas brasileiras, ao mesmo tempo em que, "só por coincidência", Trump acusava a China de interferência nas eleições de 2022 (perdidas para Biden) e Flávio Bolsonaro atacava nossas urnas eletrônicas, dizendo que elas eram na verdade venezuelanas. Como assim, Flávio? Como assim, Trump? 

Os ataques são orquestrados, daí o enorme risco de interferência em nossas eleições, em nossas campanhas eleitorais e na tentativa de golpe através do não reconhecimento do resultado das eleições.

Para isso o Brasil deve ser hábil e agir sob várias frentes, inclusive olhando para a geopolítica mundial, tendo como referência a derrota estratégica que os Estados Unidos estão sofrendo em suas tentativas de derrubar o governo iraniano. Além de não conseguirem êxito, gastaram bilhões de dólares, perderam grande parte de suas bases militares no Oriente Médio, perderam radares caríssimos, aeronaves, pessoal e ainda tiveram o canal de Ormuz fechado.

Desesperados, os Estados Unidos também aplicaram aumento de tarifas de importação a produtos de diversos países, inclusive a aliados históricos dos Estados Unidos.

O Brasil precisa saber aproveitar esse início de racha nas alianças e explorar isso em seu favor. Somos naturalmente o único país capaz de ocupar o espaço de liderança ocidental a ser deixado pelos Estados Unidos. Trump está antecipando a ruína econômica e militar estadunidense, e devemos estar de olho para garantirmos um futuro promissor a todos os brasileiros.

Para isso, o Brasil deve, com urgência, fortalecer sua inteligência, a sua ABIN, além das inteligências militares, e os contatos com inteligências de países amigos, para que o Brasil esteja um passo à frente das pretensões dos golpistas internos e externos, bem como das ações internacionais.

Deve, com urgência, aprovar uma lei autorizando ações da ABIN em solo estrangeiro, não podendo os seus agentes serem punidos se agirem no interesse estratégico brasileiro. Deve também passar a não divulgar os nomes completos e número de identidade de seus recém ingressos por meio de concurso, mas apenas as iniciais dos seus nomes e de seus genitores.

Deve também agir com sua diplomacia profissional, mantendo contatos no exterior, inclusive em solo estadunidense com grupos empresariais descontentes com as medidas de Trump, líderes oposicionistas ou do próprio governo Trump que não aprovem integralmente as medidas adotadas. Rubio não é unanimidade, muito pelo contrário. Ele possui muitos inimigos que estão no governo Trump e se o Brasil souber trabalhar isso, poderá minar essas ações lá dentro.

O Brasil deverá se aproximar de países aliados, a fim de que estejam preparados para a tentativa de golpe no Brasil e possam auxiliar o nosso país contra as tentativas de Trump, Netanyahu, Milei e família Bolsonaro e sua trupe.

Quanto à campanha eleitoral, o Brasil precisando centrar esforços para que empresas sediadas em Israel não tenham êxito na manipulação que já promoveram em outros países. A interferência de várias empresas israelenses é conhecida mundialmente, tanto por jornalistas quanto pela inteligência europeia, e se dá por ataques cibernéticos e pela perigosíssima ampla enxurrada de fake news, com perfis falsos criados aos milhões. Contra isso, nossa ABIN e a Justiça Eleitoral devem estar alertas.

Mais. O Brasil precisa passar a comercializar ainda mais com a China e se aproximar dos BRICS, inclusive com a proposta de base(s) militar(es) aeronaval(is) que possam efetivamente garantir os interesses dos membros e a própria segurança do comércio no Atlântico Sul, e também efetivar parcerias estratégicas na área de formação militar e de inteligência.

O Brasil está sob ataque, mas pode sair muito maior se souber trabalhar com intensidade e seriedade contra as ações de golpistas internos e externos. Podemos começar a trilhar para ocupar a liderança de potência ocidental ou, ao menos, nos prepararmos para que ninguém no futuro possa nos atingir com ameaças desses tipos.

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