LAVA-JATO, A OPERAÇÃO QUE UNIU E ESCONDEU INTERESSES PESSOAIS, DE EMPRESAS ESTRANGEIRAS E DOS ESTADOS UNIDOS.

Na foto da Revista Carta Capital, à esquerda está o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente condenado com decisão transitada em julgado e preso, e ao seu lado, à direita, o ex-juiz todo poderoso da operação Lava-Jato, Sérgio Moro, Senador da República e filiado ao PL, Partido Liberal, mesmo partido de Bolsonaro. Foi através da Operação Lava-Jato, com o desgaste dos políticos tradicionais, que Jair Bolsonaro fez campanha e conseguiu se eleger.

Foram os Estados Unidos que, através da CIA e do FBI na Lava-Jato, tornaram Bolsonaro e Moro famosos. Daí o motivo de seu grande apreço por aquele país e a visita, como primeiro ato oficial de seu governo, à CIA e ao FBI, em agradecimento. Daí também Eduardo Bolsonaro residir naquele país, juntamente com outros agentes de direita a serviço dos interesses estrangeiros. Os fatos são evidentes e conclusivos. Só não enxerga quem não quer ou quem não está nem aí para o nosso país.

A chamada operação Lava-Jato destruiu empresas multinacionais brasileiras de engenharia e empresas importantes na área da defesa, além de tentar destruir tanto a reputação de militares nacionalistas envolvidos no desenvolvimento de tecnologia nuclear para a propulsão de nosso submarino nuclear, como a de políticos não entreguistas, além de afastar uma presidente nacionalista que não cedia ao centrão corrupto e adotava uma política nacional-desenvolvimentista.

A intenção da operação era uma só, destruir o Brasil por dentro. Destruir a reputação de políticos nacionalistas, destruir indústrias de peso, destruir o moral e o trabalho de militares nacionalistas e atender de perto os interesses estrangeiros das petroleiras, do governo dos Estados Unidos e do neoliberalismo. O motivo do ataque ao nosso país não se aborda, mas era a independência que o Brasil vinha adotando, passo a passo, vagarosamente, em relação ao império. Lula havia traçado, juntamente com Erdogan da Turquia, um acordo para os EUA e IRÃ quanto à questão nuclear. O Brasil se tornou membro dos BRICS. A China investia pesado no Brasil. O Brasil estava próximo de inaugurar seu primeiro submarino nuclear. A Petrobras tinha a oportunidade de explorar toda a enorme riqueza do imenso Pré-Sal. O Brasil investia em refinarias, posteriormente vendidas no governo Bolsonaro. Uma reindustrialização, iniciada pelo setor de defesa, estava sendo implementada. O Brasil tinha indústria de fabrico de chips. Mas nada disso interessava aos Estados Unidos, às petroleiras mundiais, à força do dólar e ao setor de defesa dos Estados Unidos. Eles queriam que o gigante do sul permanecesse submetido aos seus comandos.

Dilma havia sido alertada de ação orquestrada pela CIA para o seu afastamento, mas não deu a devida atenção. O alerta havia partido da inteligência turca, retransmitido diretamente por Erdogan, com quem o Brasil até hoje mantém importantes relações no âmbito econômico e tecnológico. O ex-ministro da Justiça da presidente Dilma, José Eduardo Cardozo, mencionou tal circunstância em uma entrevista não recente.

O motivo de seu afastamento da presidência (de Dilma) foi o de investir em áreas estratégicas e sociais. Jamais foi acusada de corrupção. A sua destituição da presidência da República constitui uma vergonha indelével para o parlamento brasileiro, que sucumbiu face ao poder financeiro do império e de interesses pessoais e alienígenas. E hoje temos esse parlamento constituído por muitos parlamentares vergonhosos. Sorte que temos os que defendem o Brasil, na esquerda verdadeira e em parte de uma centro-direita também nacionalista.

Assim como o Brasil deve um pedido de desculpa a João Goulart, um nacionalista que muita falta fez ao Brasil, também o deve a Dilma Rousseff, outra nacionalista preocupada com o futuro do país, que mesmo acometida de câncer enfrentou de frente os inúmeros interesses contrários ao Brasil. Dilma é uma heroína, uma guerreira, e que é reconhecida e recebida com carinho até hoje - em razão de seu caráter íntegro e seriedade - por grandes líderes mundiais.

Ao mesmo tempo, até hoje, a extrema-direita entreguista e sem qualquer responsabilidade com o Brasil continua a criar memes em relação a ela. Lula era temido pela popularidade e era visto como um perigo às pretensões dos entreguistas. Porém, era a Dilma a mais temida pelos Estados Unidos e pelos quinta-colunas, em razão de sua enorme capacidade e empenho em tornar o Brasil uma potência econômica e com soberania militar. 

Jango sonhou e tentou implementar um Brasil altivo. Passados 50 anos, o mesmo tentou fazer Dilma, e o Brasil foi novamente destruído por dentro, por políticos e militares corruptos e entreguistas e sem qualquer compromisso com o país e o seu povo.

O povo, sempre ele, há que resistir.

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