EXCLUSIVO! O QUE OS ESTADOS UNIDOS REALMENTE BUSCAM COM AS TERRAS RARAS?

EXCLUSIVO!

A matéria investigativa abaixo é exclusiva do Blog do Cyro e contou com o apoio da VAMOS TV. Você não lerá e não verá em nenhum outro site ou veículo de imprensa. A análise decorre de ampla investigação e estudos do articulista. A briga mundial esconde algo muitíssimo importante por detrás das terras raras, e que poderá redefinir o futuro da humanidade. E não estamos falando de insumo para produtos altamente tecnológicos para fins civis ou militares, mas de energia, energia abundante, elemento crucial para o progresso econômico e a sobrevivência do capitalismo.


Lenin dizia que os Estados Unidos, já no final do século XIX, disputariam com França, Inglaterra e Espanha a hegemonia do mundo capitalista ocidental. E ele havia acertado. Os Estados Unidos, ainda em expansão territorial, se sagrariam vencedores ao derrotar o reinado espanhol e conquistar Porto Rico, Guam e Filipinas e exercer domínio indireto sobre Cuba. Ao mesmo tempo derrotaram o rei local e conquistaram o Havai. E assim expandiram-se na chamada fase do capitalismo imperialista, pós industrial.

Ao mesmo tempo em que passaram a ter o controle sobre as principais regiões do mundo, os EUA fortaleceram rapidamente sua marinha de guerra e expandiram o comércio com a Ásia, em especial a China, e a América Latina.

Os Estados Unidos, ainda no final do século XIX já despontavam como uma grande força imperialista poderosíssima e sagraram-se como potência hegemônica após a Segunda Guerra Mundial, tendo as ex-potências europeias sob seu jugo. A partir daí foi atrás do petróleo, fonte de energia para garantir sua capacidade industrial.

Logo, suas poderosas indústrias tornaram-se multinacionais e passaram a produzir quase tudo no mundo afora, o que só foi se intensificando.

A história dos Estados Unidos confunde-se com a história do capitalismo, desde o mercantilismo até o neoliberalismo tecnofeudal, com a concentração excessiva de renda nas mãos de pouquíssimos bilionários e a tomada do Estado por aquele. E pelo o que se vislumbra pelas guerras provocadas pelo imperialismo no Iraque, na Líbia, na Síria, na Venezuela e no Irã é que o capitalismo não depende apenas de uma elite com visão expansionista, do poder financeiro, do mercado consumidor e da mão de obra barata, mas também e principalmente do controle de fontes de energia barata, muito barata.

Olhando os Estados Unidos de hoje, que relembra aquele do final do século XIX, podemos dizer que ele não quer nem precisa mais expandir suas indústrias, em grande parte fixadas na China e no sudeste asiático, mas sim o seu capital e o seu poderio, a fim de controlar o mundo através de suas indústrias de tecnologia, altamente rentáveis. Ao mesmo tempo, depende de energia. Por isso está belicista, inclusive afastando antigos aliados.

Mas para garantir suas indústrias de tecnologia e a sua hegemonia deve controlar as fontes de energia, e possuir a capacidade de produção de muita energia a baixo preço. O petróleo é hoje essencial, mas tem poucas décadas de sobrevida. Assim resta a pergunta: como os Estados Unidos poderão assegurar o poderio energético que buscam, e dominanndo as fontes, controlar o poder global?

Obviamente que lhes interessa as terras raras para garantir produtos de alta tecnologia civil e militar, mas não é só isso o que o maior império que a humanidade já viu procura.

A procura de terras raras esconde o que realmente buscam. Enquanto o planeta imagina que os Estados Unidos buscam tão somente minérios necessários para armas e produtos de alta tecnologia, ele vai atrás de algo valioso que está incrustado nas terras raras e que é capaz de produzir energia, muita energia, para assegurar seu poderio imperial por milênios, o tório.

Enquanto invadem a Venezuela e atacam o Irã, em busca de fontes de energia barata para este e os próximos anos, já planejam assegurar o seu futuro através do controle de fontes de energia do futuro na Groenlândia e na América Latina. Essas regiões garantiram petróleo? Não é apenas isso o que os Estados Unidos buscam nessas regiões. Eles procuram algo ainda mais valioso.

A China descobriu há pouco mais de um ano uma imensa jazida de tório na Mongólia interior, o que lhe assegura energia para 60 mil anos. A Índia também tem enormes quantidades desse mineral radioativo. Sim, o tório é extremamente energético, muito superior em capacidade de produção de energia, menos poluente e muito mais seguro que o urânio. 

A China e a Índia já desenvolvem projetos de usinas atômicas de produção de energia que utiliza o elemento radioativo tório e não mais urânio, baseados em estudos da Agência Internacional de Energia Atômica. Clique aqui para acessar os estudos. A China já tem uma usina em funcionamento, inclusive. Os Estados Unidos não se manifestam, mas quem analisa geopolítica sabe que por detrás do silêncio os estadunidenses também já desenvolvem projetos (não estão em atividade) para usinas de produção de energia baseada no tório, pensando em seu futuro e na sobrevida do império. Eles já tiveram, nos anos 60 do século passado, reatores de sal fundido que utilizava tório (Usina de Shippingport), na Pensilvânia, mas foram abandonados em prol do urânio. E não se trata de elucubração desse analista. Há alguns, e poucos, registros discretos do desenvolvimento de usinas a base de tório nos Estados Unidos. Vide aqui e aqui

Para quem dúvida da importância do tório, basta pesquisar o aumento continuado do preço deste minério, em um claro sinal de que a procura, hoje, já é grande e de que envolve sérios interesses. 

E o que o Brasil tem a ver com essa história? Nós temos a segunda maior reserva de terras raras e a segunda ou terceira maior de tório de todo o globo. A Groenlândia também é riquíssima em tório e terras raras. E tem um país aliado dos Estados Unidos na Oceania que tem que se cuidar, a Austrália, também rica em terras raras e tório! Ela já deve estar no radar de exploração forçada pelos Estados Unidos. Eles apenas não explanaram, ainda, sua intenção.

Muitos não sabem, mas os Estados Unidos exploraram ilegalmente o tório em nossas costas marítimas nas décadas de 40 e 50, mesmo após serem advertidos pelo então presidente Getúlio Vargas. A finalidade era para a produção de armas nucleares, e não para energia industrial ou residencial . Nesses anos, a CIA também acompanhou de perto os países que utilizaram o tório como elemento de desenvolvimento de energia atômica. Se você clicar na palavra CIA da sentença anterior, você terá acesso a alguns documentos que foram liberados ao público.

O Brasil possui uma grande capacidade tecnológica de enriquecimento de urânio para fins civis, mas não de tório, ainda. Uma recente matéria publicada no site do governo federal (clique aqui para ler), originária da Revista Fórum, diz que o país desenvolve "uma das mais eficientes e avançadas" tecnologias de enriquecimento de urânio, através da "ultracentrifugação com levitação magnética no Reator Multipropósito Brasileiro, localizado em São Paulo, voltado a pesquisas em tecnologia nuclear e produção de insumos radiofármacos para o tratamento de câncer", e "é desenvolvida de forma independente pelo Centro Tecnológico da Marinha de São Paulo em parceria com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares". E informa ainda que o urânio não é somente fonte de energia, mas é importante para a produção de fertilizantes fosfatados, com potencial para produzir 1,05 milhão de toneladas ao ano.

Os Estados Unidos pressionam o Brasil para ter acesso ao local de desenvolvimento da tecnologia dessas centrífugas que enriquecem urânio, mas a Marinha e o governo federal têm impedido inspeções nas áreas desses equipamentos, como forma de efetiva proteção contra a espionagem industrial pretendida pelos estadunidenses.

Zelosa, a nossa marinha já começou a realizar estudos sobre a produção de energia nuclear a partir do tório, mas não há sequer planejamento de implantação de uma usina atômica que utilize tório, e não urânio. E até hoje, a nossa usina de Angra 3 que utiliza urânio não foi concluída.

Os estudos mais avançados sobre o uso do tório para fins de produção de energia, aqui no Brasil, são conduzidos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com a participação da USP, da UFPE, UFMG, da UFABC, do Instituto Militar de Engenharia, da Comissão Nacional de Energia Nuclear e do Instituto de Estudos Avançados.

O futuro está aí. A energia ainda abunda em nosso planeta, e as potências econômicas e imperialistas se antecipam para controlar essas importantes fontes. E o domínio dessas importantes fontes de energia, seja através de governos fantoches e servis ao imperialismo (como em grande parte o são do Oriente Médio) ou pelo domínio territorial efetivo, são uma realidade neste mundo dominado pelo imperialismo estadunidense há quase 100 anos. O Brasil tem que estar em alerta máximo, e os eleitores brasileiros principalmente! O petróleo é nosso! As terras raras são nossas! O tório é nosso! As riquezas são exclusivamente do povo brasileiro! O Brasil é dos brasileiros!

Assim, as perguntas inevitáveis são as seguintes. O Brasil cuidará de suas terras raras, necessárias para a produção de bens militares e de alta tecnologia, e principalmente do preciosíssimo tório, elemento necessário para garantir a energia do futuro? E, mais, considerando o consumo cada vez maior de energia e o risco de sofrermos secas que baixem a quantidade de água em nossas hidrelétricas, inclusive inviabilizando que suas turbinas geradoras de energia sejam ligadas, o Brasil já planeja instalar (pequenas, médias ou grandes) usinas nucleares que utilizem tório? O Brasil busca parceria com algum outro país no desenvolvimento dessas tecnologias? Essas perguntas dizem respeito a planejamentos, que são importantes e dizem respeito direto à segurança energética nacional.

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