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Israel não apenas tem um governo extremista, mas o Estado que foi militarizado ao longo do tempo propiciou não só a venda de armas e de tecnologia ao restante do mundo, mas de serviços ilegais que envolvem tecnologia, hackeamento, psicologia de combate e as mais diversas atividades típicas de serviços de inteligência para interessados em atividades ilegais.
A VAMOS TV e o BLOGDOCYRO trazem
abaixo uma reportagem exclusiva sobre organizações e empresas israelenses e
suas atividades ilegais no exterior. Israel não é mais apenas um Estado
militarizado. É um Estado voltado à venda de bens e serviços legais e ilegais.
E a sociedade, através de seu governo radical e sem limites éticos, tem vendido equipamentos e serviços para candidatos, muitos deles da extrema direita, como apurou investigações realizadas pela inteligência francesa.
INTERFERÊNCIA EM DISPUTAS
EMPRESARIAIS E POLÍTICAS EM OUTROS PAÍSES
São muitas as “empresas”
israelenses que vendem serviços para interferência nas eleições, todas elas
formadas por ex-agentes das forças armadas ou dos serviços secretos internos e
externos de Israel.
Foi em 2023, pela primeira vez,
que os israelenses foram denunciados de interferir em eleições de outros países.
Em cerca de vinte anos, teriam interferido em eleições de mais de 33 países. A
denúncia consta de uma matéria publicada no jornal The Guardian, de 2023, três
anos atrás (https://www.theguardian.com/world/2023/feb/15/revealed-disinformation-team-jorge-claim-meddling-elections-tal-hanan).
A Unidade “Jorge”, como foi
chamado o primeiro grupo descoberto, agia praticando sabotagem hacker e
desinformação automatizada através de perfis falsos nas redes sociais. Os seus
serviços eram vendidos a interessados. A equipe Jorge era comandada por Tal
Hanan, um ex-integrante das forças especiais de Israel que utilizava o codinome
Jorge.
Jorge contou que agências de
inteligência, campanhas políticas e empresas privadas compravam os seus
serviços para manipular a opinião pública e que os seus serviços já foram
utilizados na África, na América do Sul, na América Central, nos Estados Unidos
e na Europa.
Além dos serviços de
interferência, ele vendia separadamente o pacote de software Advanced Impact
Media Solutions, ou Aims, capaz de criar e controlar milhares de perfis falsos
em redes sociais. Twitter, Linkedin, Facebook, Telegram, Gmail, Instagram e
YouTube. Caso o interessado não quisesse ou não tivesse condições de adquirir o
software, os boots específicos eram incluídos na específica prestação de
serviços.
Eles conseguiam implantar
notícias falsas na grande mídia e, através de seus sistemas, divulgá-las
amplamente e, como verdadeiros agentes de inteligência, manipulavam e criavam
situações embaraçosas para os opositores políticos de seus contratados.
Jornalistas já foram assassinados
quando investigavam as chamadas “fake News”. É uma indústria secreta, mas
poderosíssima e altamente rentável, além de extremamente perigosa.
O que causa estranheza e deve ser
melhor investigado é que esses serviços já foram vendidos utilizando-se empresa
regularmente cadastrada no Ministério da Defesa de Israel (Demoman International).
O apelidado “Jorge” disse que sua
equipe tinha pessoas especializadas em finanças, mídias sociais, campanhas
políticas e até em “guerras psicológicas” espalhadas em seis escritórios
distribuídos pelo globo, incluindo Grécia e Emirados Árabes Unidos, este último
um local muito frequentado pela elite empresarial e política, inclusive da
extrema direita brasileira.
O valor cobrado por uma
interferência em eleições atualmente começa em 6 milhões de euros.
As primeiras interferências deste
grupo teriam ocorrido em 2015, na América Latina e na Nigéria.
Coincidentemente, foi em 2015 que
Bolsonaro começou a questionar a segurança das eleições no Brasil (clique aqui para ler matéria da agência LUPA), sendo que em
1993 ele defendia arduamente a instituição do voto eletrônico, citando que o
voto em cédula era facilmente suscetível a fraudes, como comprova uma matéria
da BBC Brasil. E é Bolsonaro que é acusado de utilizar amplamente, desde sua
primeira candidatura à presidência, as “fake News”, respondendo a processo que
tramita perante o STF brasileiro.
A Black Cube é uma agência
privada de inteligência que atua em questões corporativas e políticas. Ela é
conhecida como “Mossad Corporativo”. Ela cria identidades falsas e operações
secretas. Em março de 2026, a inteligência eslovena apontou a interferência da
Black Cube nas eleições do país.
Já a BlackCore é uma
empresa, também israelense, de tecnologia cibernética e voltada à chamada "guerra
de informação", voltada a interferência em eleições.
Vestígios e fortes indícios
indicam que a BlackCore agiu contra candidatos de esquerda e pró-Palestina na
França em 2026, na Escócia, no Togo e em Angola, além da recente eleição na
cidade de Nova York.
Assim como o Grupo Jorge, a
BlackCore utiliza contas falsas automatizadas nas redes sociais, blogs e
domínios de notícias falsas e conteúdos difamatórios, além de imagens criadas
por IA.
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