O "soft power" estadunidense nos sedimentou a ideia de que os estadunidenses são amigos, primam pela liberdade, pelos direitos humanos e pela democracia. Mas é exatamente o contrário do que sempre fizeram pelo mundo.
Praticaram genocídio contra suas próprias nações indígenas; muitos grupos até hoje influentes matavam negros e pregavam ódio a judeus; perseguiram comunistas, como o famoso Charles Chaplin; e acolheram nazistas. Hoje, seguem a cartilha do colonial-sionismo. Praticaram barbaridades contra populações civis no Japão, na Coreia, no Vietnã, no Iraque, no Afeganistão e no Irã. Incentivaram golpes de Estado, sequestraram e assassinaram líderes de outros países. Usaram armas proibidas contra civis e armas atômicas contra centenas de milhares de civis japoneses. Foram o centro da instabilidade mundial, e não da ordem.
Hoje, vemos o governante interferindo em instituições públicas, afastando promotores e generais, perseguindo juízes e autoridades internacionais que contrariem seus interesses, instituindo um grupo paramilitar para perseguir principalmente latinos e que serve de milícia para o governante Donald Trump, cujo tom da pele e de cabelo lembram o ouro tão cobiçado pelos antigos e poderosos Faraós.
Permite-se a livre manifestação da racista Ku-Klux-Klan e de grupos nazistas e neonazistas, mas se persegue e prende quem acuse Israel da prática de genocídio.
Mas não para aí. Scott Ritter, um ex-analista da CIA foi preso por denunciar crimes do governo. Agora foi a vez do jornalista judeu estadunidense Max Blumenthal ter seus celulares e câmeras apreendidas após voltar de uma viagem ao Irã, onde cobriu, "in loco", a guerra travada por Israel e Estados Unidos contra país persa.
O Brasil é soberano e se tornou livre em 1822, mesmo ano em que a vizinha Argentina reconheceu nossa independência. Os Estados Unidos primeiro declararam a doutrina Monroe, em 1823, e somente no ano seguinte, em 1824, reconheceram a nossa "independência".
O nosso tamanho, potencial e localização no mesmo continente sempre preocupou a liderança estadunidense. Já fomos chamados de China e Japão das Américas. Sempre trabalharam contra nossos governos nacionalistas e desenvolvimentistas, como Getúlio Vargas, João Goulart, Juscelino, Geisel e Dilma Rousseff. Apoiaram ou perpetraram os atos iniciais de vários golpes, infiltraram agentes estadunidenses no nordeste (pouco antes do golpe de 1964), mandaram navios de guerra para intimidar nossos militares (em apoio ao golpe de 1964), fizeram escutas clandestinas contra nossa presidente Dilma Rousseff e empresas estratégicas brasileiras (durante o governo Obama), sempre atuaram contra o desenvolvimento de tecnologia nuclear pelo Brasil, assim como fizeram contra o nosso submarino de propulsão nuclear, nossa capacidade de lançamento de foguetes ao espaço...
E há brasileiros que torcem pelos Estados Unidos. Mesmo sendo o país que mais compete com o nosso agronegócio e que atrapalha nossas exportações para o nosso maior parceiro comercial, a China, há muitos empresários do setor que veneram os Estados Unidos e residem ou têm casas em Miami.
E há no Brasil quem defenda que os Estados Unidos bombardeiem áreas brasileiras, que explorem nossa Amazônia e que detenham nossas riquezas minerais. Talvez, por submissão sexual, como alerta o analista militar Robson Farinazzo, queiram que os militares estadunidenses pisem em solo brasileiro para abusar sexualmente de si, no maior ato de entrega possível.
Os Estados Unidos só reconheceram a nossa independência, que fique claro, após a Argentina e depois de declararem a doutrina Monroe, de "a América para os americanos". Eles foram desde sempre nossos maiores rivais e traiçoeiros aliados.
O Brasil é dos brasileiros, e de mais ninguém!
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