O Brasil não é visto como soberbo ou um problema. Ao contrário. Ganhamos espaço pela nossa simpatia e pela nossa capacidade incomum de resolver problemas. Isso gera dividendos econômicos e, principalmente, geopolíticos.
Se tivermos vontade, se soubermos usar o Estado como motor econômico em áreas estratégicas, nos reindustrializarmos, investirmos em tecnologia militar e civil e soubermos aproveitar esse nosso poderosíssimo "soft power", poderemos nos elevar a um grau nunca antes visto de poderio geopolítico e econômico, ocupando em cerca de uma década o espaço de maior potência do hemisfério ocidental.
Os Estados Unidos estão decadentes e nada nos oferecem de vantagens, ao contrário dos países asiáticos, com suas compras de nosso produtos e o acesso às suas tecnologias, em especial a China, nossa maior parceira econômica há duas décadas.
Podemos continuar a ser reféns do decadente e belicista império ou, então, através de uma política nacional desenvolvimentista, nos libertarmos para o progresso e benefícios de todos os brasileiros dessa e das próximas gerações. A defesa intransigente de nossa soberania não tem viés estritamente político, mas principalmente geopolítico e econômico.
Mas esse caminho exige estratégias, inclusive de defesa territorial e de espaço geopolítico. Precisamos nos preparar imediatamente para darmos início ao caminho de êxito que pertence a este nosso incomparável país, sempre sem arrogância ou imperialismo, mas seguindo o caminho coerente do comércio e da tolerância, abrindo espaço a um novo e necessário sistema econômico que não subjugue o humano e a natureza, mas que com eles se harmonize intensamente.
O Brasil é o país do futuro sempre sonhado e que hoje já deve trilhar o seu caminho com altivez, mas sem arrogância ou beligêrancia.
A nossa liberdade depende apenas de nossa vontade efetiva de sermos independentes.
Hoje, quem fala em ser patriota e em submissão a Trump certamente não trilha no caminho do sucesso do país, mas sim ao aprisionamento a uma continua colonização do nosso país e a uma "moderna" escravização de nosso povo, em benefício exclusivo da economia do império estadunidense que já dura um século, com prejuízos imensuráveis à nossa própria economia, nossas riquezas naturais e ao nosso povo.
Comentários