A VERDADE COMPREENDE CONHECIMENTO E CONSCIÊNCIA, E ELA NOS APROXIMA DO NACIONALISMO E DO ANTIIMPERIALISMO COMO ÚNICAS FORMAS DE LIBERTAÇÃO
Alguns acham que ser nacionalista é antiquado. Outros que é ser xenófobo. Outros que é ser de extrema esquerda ou, então, de extrema direita.
Vejo muitos bradarem serem de esquerda e se esquecerem que sem o fim do imperialismo não haverá libertação alguma, pouco menos do povo brasileiro oprimido. Ser nacionalista, para mim, é ser antes de tudo antiimperialista.
Vejo muitos direitistas se denominarem patriotas conservadores e defenderem tudo o que os imperialistas impõem a países periféricos como o Brasil e se identificando com os opressores.
Vejo na esquerda uma luta por igualdade mas que, se não for efetivada contra o imperialismo, jamais poderá ser alcançada. Não existe meia liberdade. Ou ela existe ou apenas há uma dissimulação.
Há, portanto, uma certa hipocrisia em parte da esquerda.
Mas a direita é ainda mais hipócrita, incapaz de enxergar a submissão a uma ideologia que não nos pertence e que percebe o nacional, o brasileiro, como inferior. É de assustar.
Quando será que essa esquerda hipócrita e essa direita absolutamente alienada despertarão para a sua própria libertação?
Os brasileiros indígenas, pretos, pobres, islâmicos ou evangélicos são tão brasileiros quanto um branco católico descendente de europeus.
Saindo das nossas metrópoles, percebemos o Brasil profundo, onde a miscigenação é maior do que vemos no sul e em parte do sudeste.
O brasileiro se miscigenou. Se misturou. Dificilmente haverá um descendente de portugueses puro, um preto puro, um judeu ou árabe puros. No Brasil a regra é a miscigenação. A mistura de etnias nos formou.
Porém, há preconceitos. Pelé, passados tantos anos, ainda é extremamente valorizado e adorado no mundo afora. No Brasil, sua terra natal, nem tanto. Os preconceitos afloram por absoluta falta de conhecimento do que é ser brasileiro.
As críticas ao carnaval, às festas juninas, ao sincretismo religioso, ao turismo nacional e até à nossa riquíssima culinária são comuns entre os brasileiros que se sentem europeus ou estadunidenses, mas que lá não passam de pessoas inferiores e imigrantes mal vistos.
O Brasil tem muitos defeitos, mas tem muitas qualidades e, para conhecermos realmente o nosso país e podermos propor mudanças, temos que conhecer tanto o que há de ruim quanto o que há de bom.
O que tem atrapalhado a formação do sentido de brasilidade, de sentimento unificador de todos, é a nossa elite, seja dirigente política, seja econômica, seja profissional, incluindo uma parcela de altos cargos no serviço público. São um atraso. Não são dirigentes. São indiferentes com o Brasil e propõem a submissão aos interesses imperialistas, pois ganham com eles e, sem eles, não sabem o que poderia acontecer. São mesquinhos, egoístas e tudo, menos brasileiros na acepção precisa do termo, e com isso prendem o Brasil no atraso, sem permitir que ele cresça e possa trazer felicidade e liberdade ao seu povo.
Precisamos de um banho de brasilidade, a começar nas escolas. E não me refiro a cantar o hino nacional. Me refiro a conhecer a fundo a história do Brasil, a sua formação, as revoltas e revoluções havidas, as guerras praticadas por invasores, os povos originários que aqui habitavam há milênios e conhecer a possibilidade da formação do nosso povo ancestral pelas imigrações havidas tanto pela Ásia, quanto pela Oceania e também originalmente pela irmã África, como indicam estudos brasileiros.
Com isso, como não ser nacionalista? Como não amar esse país e esse povo? Como não ser antiimperialista? Como não querer o progresso econômico e social do Brasil?
Retrocesso, para mim, nesse estágio histórico que vivemos, é não ser nacionalista e antiimperialista.
Um libertador da América Espanhola disse que apenas o conhecimento liberta. PenSo que a verdade, compreendida pelo conhecimento e também pela consciência, é profundamente libertadora. E será essa verdade que permitirá que nos compreendamos como humanos e percebamos que as injustiças atrasam não só o progresso material, mas o espiritual, o nosso canal de ligação que temos conosco, com o mundo ao redor e com o que acreditamos ser o Motivo de nossa Criação. O conhecimento liberta, e a verdade com consciência o aprofundará em si.
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