O brasileiro é um povo simpático, alegre e acolhedor, mas também incoerente.
Afinal, esse povo tinha que ter algo errado para justificar, assim, o fato de o Brasil não ser uma das maiores potências globais.
Parte significativa da esquerda pensa que nem o Partido Democrata dos Estados Unidos. É muito light ou, como diria o saudoso Leonel Brizola, é a esquerda que a direita gosta. E ela ainda olha torto para os esquerdistas nacionalistas, como se esses fossem radicais apenas por planejarem um Brasil melhor para todos.
Já grande parte da direita se diz patriota, mas adora carregar a bandeira dos Estados Unidos e de Israel e fica feliz quando Trump apronta alguma coisa contra o Brasil. Mas vai além. Se diz contra a corrupção, mas finge que não vê as repetidas práticas imorais e ilícitas de membros da direita, em especial do clã Bolsonaro.
É como se os dois lados, de certa forma, não enxergassem a realidade, cada um a seu modo.
Talvez algo volte a unir esses lados da mesma moeda. Não o futebol, porque a camiseta amarelo canário foi sequestrada pela direita radical. As havaianas também, não, nem certa marca de detergente. Talvez os filmes, menos evidentemente os de Lula e de Bolsonaro.
É. Está difícil de encontrar o que seja capaz de unir. Quem sabe as mães, no dia delas? Sim. Seriam elas, as mães brasileiras, as nossas heroínas. Mas, pera lá , isso vale se ninguém for de amarelo ou vermelho ... É... Realmente está difícil.
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