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THIERRY MEYSSAN EXPLICA QUE HÁ DOIS TIPOS DE SIONISMO E POR QUE O ESTADO DE ISRAEL DEVE SER DESFASCISTIZADO

O intelectual francês Thierry Meyssan assevera que há dois tipos de sionismo, um que seria idealista, que é aquele idealizado por Theodor Herzl, e outro que seria revisionista, adotado por Benjamin Netanyahu e aliados, que não é recente e historicamente já se aliou a Mussolini e ao próprio nazismo e seria fascista. E esta vertente, que está em alta, seria um perigo para todos e não apenas aos palestinos, libaneses e sírios, mas à humanidade, incluindo o próprio povo judeu.

Mas quem é Thierry Meyssan? Ele é um jornalista e analista de geopolítica francês, anti-imperialista, que ao longo de sua carreira investigou organizações extremistas e os atentados de 11/09/2001 às Torres Gêmeas de Nova Iorque. Atualmente é um analista de geopolítica de destaque na França.

Leia abaixo trechos do interessante artigo do renomado analista.


O Estado de Israel deveria ser desfascistizado?

Vladimir Jabotinski, Benito Mussolini, Benjamin Netanyahu

A opinião pública internacional mudou significativamente em relação a Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel. Agora está claro para a maioria que ele não busca a paz, mas sim tenta aniquilar a população do sul do Líbano, assim como tentou fazer com a de Gaza. (...)

Embora tenhamos enfatizado repetidamente que o projeto "sionista revisionista" de um "Império Judeu" não tem qualquer ligação com o "Sionismo" de Theodor Herzl, alguns leitores rejeitaram nossos argumentos, acreditando que eles mascaram um viés antissemita. Além de ser ofensivo, isso ignora nosso trabalho na promoção da igualdade para todos.

Recordamos, portanto, uma verdade há muito oculta: os sionistas revisionistas eram aliados do Duce Benito Mussolini e negociaram com associados do Führer Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial e mesmo depois dela. Organizaram, com o SS Adolf Eichmann, a deportação de milhares de judeus húngaros para Auschwitz. (...)

No entanto, as Forças de Defesa de Israel (IDF) estavam implementando a "Diretiva Dahiyah", elaborada pelo altamente respeitado General Gadi Eizenkot em outubro de 2008. Falando sobre os subúrbios de Beirute e o sul do Líbano, ele disse ao Yediot Aharonot  : "Aplicaremos força desproporcional às aldeias e causaremos extensos danos e destruição. Da nossa perspectiva, estas não são aldeias civis; são bases militares. Isto não é uma recomendação. É um plano. E foi aprovado." (...)

Esses crimes de guerra visam esmagar a resistência popular dos habitantes de Gaza e do Líbano. Equiparar os combatentes da resistência à população civil é afirmar que todos os habitantes de Gaza e todos os libaneses do sul serão aniquilados. Isso, sem dúvida, constitui genocídio. (...)

A questão agora é: “Deveríamos desfascistizar o Estado de Israel?” tal como a Alemanha foi supostamente desnazificada. Todos, na verdade, devem estar cientes de que Benjamin Netanyahu e seus aliados pretendem transformar profundamente o Estado de Israel, que eles já definiram como “o Estado Judeu”, e que disseram querer fazer, não mais uma “Atenas”, mas uma “Super-Esparta”.

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