Uma recente pesquisa da ONU aponta que 4% da população mundial faz uso de drogas e que 1/5 desse número é de dependentes. O aumento da produção de cocaína e de usuários de maconha tem aumentado de maneira assustadora nos últimos anos, acarretando o aumento da criminalidade em toda a América Latina.
O consumo de maconha e de cocaína é altíssimo no Brasil e revela um grave problema de saúde pública, de segurança pública e de segurança nacional.
Os Estados Unidos são o maior consumidor de drogas em todo o mundo e está aqui no nosso continente, nada fazendo pela saúde pública de seus usuários e combatendo mal e porcamente a entrada de drogas em seu país. Em compensação, utiliza essa questão das drogas para intervir em todo o mundo. Foi assim também no Afeganistão, na Colômbia, onde até hoje possui setor de combate às drogas, e na Venezuela. A droga serve de pretexto para intervenções, e o Brasil é o alvo prioritário do governo estadunidense, embora não produza a planta de coca.
A questão de saúde pública da população deveria ser prioridade absoluta dos governos federativos no Brasil, mas não o é. As Cracolândias são a prova visual disso. Campanhas educativas têm que ser colocadas no ar, tanto nas televisões quanto nas mídias sociais. As Igrejas têm que ser convidadas a participar desse processo, juntamente com as Organizações Sociais de Saúde, Institutos de Saúde e Secretarias de Saúde dos entes federativos.
Ao mesmo tempo, Receita Federal, Polícia Federal, Secretarias de Estado e Municipais da Fazenda, além das Polícias Civis deveriam trocar informações para que órgãos centrais de inteligência centralizassem as informações e pudessem monitorar eventuais participações do crime organizado em empresas, financeiras e movimentação financeira.
Não apenas o CV e o PCC são as grandes organizações do trafico. Há também as milícias, que envolvem policiais, e outros grupos criminosos em ação.
A atuação contra o tráfico deveria ser uma segunda prioridade não por causa dos Estados Unidos, mas pela nossa soberania.
O crime organizado já exerce grande influência em setores da sociedade e em parte considerável do Congresso Nacional. Impõe suas leis em determinadas áreas e controla o fluxo de pessoas. Não bastasse isso, ainda é uma seria ameaça direta à democracia e à soberania nacionais. A atuação política desses grupos, suas relações de "amizade" com políticos e a corrupção de autoridades deveriam preocupar todos os chefes dos poderes executivos dos entes federados.
Para combater o crime de tráfico, primeiro deve-se tratar os dependentes e, quase ao mesmo tempo, fortalecer os serviços de inteligência das polícias e receita/fazenda, e intervir nas regiões de domínio das organizações, com presença policial massiva por anos, até que a organização não atue mais na área. Caso a organização mude de área, a polícia deverá prontamente intervir, e assim sucessivamente. Atuando intensa e prontamente, em menos de uma década o crime organizado não passará de pequeninas e frágeis junções de alguns criminosos, ao contrário do que são hoje.
Há a necessidade de priorizar ações. Vemos cotidianamente muita fala, muita demagogia, muito teatro, muita promessa e muito descompromisso com a causa pública, bem como com a verdade e a seriedade que a questão merece.
Ou o Brasil quebra a espinha dorsal do tráfico, o que inclui processar e prender todas as autoridades, sem exceção, inclusive as de primeiro escalão do Congresso envolvidas, ou a nossa democracia e soberania estarão ainda mais frágeis para reagir a uma ação externa de intervenção no Brasil.
São essas autoridades, junto com políticos sem compromisso com o Brasil, os maiores entreguistas e traidores da Pátria. O Brasil precisa eliminar os riscos contínuos ao bem-estar de seu povo e à democracia e soberania nacionais, com urgência.
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