Embora o deslocamento forçado tenha diminuído em 4%, os números ainda assustam.
Só no pequeno Líbano, mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas a força, devido aos ataques de Israel. No Irã, a guerra dos Estados Unidos e Israel causaram outros 3,2 milhões de deslocados internos.
Do total de deslocados em todo o globo, mais da metade (68,6 milhões) estão dentro de seus próprios países. São os chamados deslocados internos. Outros 9 milhões são os chamados requerentes de refúgio (buscam proteção em outro país, por sofrerem perseguição no país de origem). 7,2 milhões precisam de proteção internacional e outros 6 milhões são de refugiados palestinos, estes sob os cuidados de outra agência da ONU, a UNRWA.
A crise atinge principalmente 7 países, de onde vem a maioria dos refugiados. São eles: Venezuela (6,4 milhões), Palestina (6 milhões), Ucrânia (5,2 milhões), Síria (4,9 milhões), Afeganistão (3,7 milhões), Sudão (2,8 milhões) e Sudão do Sul (2,4 milhões).
Por outro lado, mais de 35% dos refugiados buscaram asilo em 7 países. São eles: Colômbia (2,8 milhões), Alemanha (2,7 milhões), Turquia (2,4 milhões), Uganda (1,9 milhão), Irã (1,7 milhão), Chade (1,5 milhão) e Paquistão (1,3 milhão).
Os refugiados (65% deles) normalmente são acolhidos em países vizinhos aos seus países de origem. Por exemplo, quase todos os refugiados no Irã e no Paquistão são afegãos, enquanto a maioria dos refugiados na Turquia são de origem síria, na Colômbia são venezuelanos, em Uganda são de origem do Sudão do Sul e no Chade são do Sudão.
Em 2025 houve um aumento de 50% no número de refugiados e de deslocados internos que retornaram para seu local de origem. Foram 14,7 milhões de pessoas que retornaram, o maor número já registrado pelo ACNUR.
Quase a totalidade (92%) retornou para 6 países. São eles: República Democrática do Congo (3,6 milhões), Sudão (3,6 milhões), Síria (3,3 milhões), Afeganistão (2 milhões), Ucrânia (718.300) e Myanmar (415.200).
Contudo, o número de deslocados internos e de refugiados ainda assusta com as novas guerras que vêm eclodindo nos continentes africano e asiático.
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